O relatório elaborado pela XP Investimentos segue a regulamentação da Resolução CVM 20/2021 e tem como objetivo apoiar o investidor na tomada de decisão, sem constituir oferta de compra ou venda. Todas as informações são de fontes públicas e válidas na data de divulgação. O documento inclui avisos sobre adequação ao perfil de risco, parâmetros de suitability da ANBIMA e limitações de volume ou concentração que podem impedir a alocação em determinados ativos.
Cenário de manutenção: carteira Incumbente
Conforme a classificação da Ágora em parceria com o Bradesco BBI, a carteira Incumbente reúne papéis que historicamente se beneficiam quando o eleitorado mantém o governo atual. Entre os setores mais representados estão seguradorasserviços públicosshoppings e companhias listadas em bolsas internacionais. Essa seleção aposta em negócios com fluxo de caixa estável e menor sensibilidade a mudanças de política fiscal, oferecendo uma camada de proteção para investidores mais conservadores.
Cenário de mudança: carteira Desafiante
Quando a probabilidade de alternância de poder aumenta, a estratégia Desafiante ganha força. Ela inclui empresas ligadas ao mercado de capitaisestatais sujeitas a novas gestões e ações sensíveis às taxas de juros. Particularmente, small caps são apontadas como potenciais destaques, pois podem registrar retornos mais expressivos diante de um ambiente de maior volatilidade.
Posicionamento Resiliente
A terceira proposta, denominada Resiliente foca em companhias com modelos de negócio robustos, capazes de atravessar ciclos econômicos adversos. Entre os segmentos estão telefoniaenergiasaneamentotecnologia bancária e varejo farmacêutico. Esses ativos são vistos como menos dependentes de políticas fiscais imediatas, oferecendo ao investidor uma exposição equilibrada.
Visão do Citi para os dois candidatos
O Citi adota uma abordagem “all-weather” para um eventual segundo mandato de Lula, privilegiando papéis ligados a programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida. Em contrapartida, o cenário de vitória de Flávio Bolsonaro leva a um viés para ações cíclicas e, de forma seletiva, para empresas com alavancagem moderada que se beneficiariam de juros mais baixos em um eventual ajuste fiscal.
Expectativas da Nomos
A assessoria Nomos projeta, para um governo Lula, uma alta do dólar frente ao real e taxas de juros elevadas no curto prazo, refletindo maior gasto público. Assim, sua “carteira Lula” inclui exportadores que ganham com a moeda forte e companhias defensivas cujo resultado não depende do ritmo de crescimento interno. Já a “carteira Flávio” concentra-se em estatais vulneráveis a mudanças de gestão, empresas com potencial de melhor governança e setores cíclicos que poderiam prosperar com juros menores.
Estratégia da Kinea Investimentos
A Kinea desenhou uma seleção que busca coerência em ambos os cenários. No lado mais conservador, destaca nomes ligados ao programa habitacional MCMV e empresas de utilities como Sabesp (SBSP3) e Eneva (ENEV3), que possuem concessões longas e receitas indexadas, proporcionando um fluxo previsível. Por outro lado, setores como bancárioindustrial e varejo são apontados como oportunidades comprimidas, que podem se valorizar caso haja uma queda dos juros após um ajuste fiscal.
Em síntese, o panorama eleitoral de 2026 traz inevitável volatilidade para a bolsa, mas também gera oportunidades claras para quem alinha seu portfólio ao provável desdobramento político-econômico. Seja optando por ativos defensivos, por small caps de alto potencial ou por setores cíclicos beneficiados por juros mais baixos, o investidor deve observar seu perfil de risco e manter a diversificação como princípio norteador.



