Pular para o conteúdo
6 setembro 2026

Goiás atrai R$ 30 bilhões em investimentos industriais até 2030

Goiás está atraindo bilhões em investimentos industriais, desafiando a narrativa de desindustrialização. Conheça os projetos que estão impulsionando o estado.

Goiás atrai R$ 30 bilhões em investimentos industriais até 2030

Enquanto o debate político sobre a possível desindustrialização de Goiás ganha força nas eleições de 2026, os números reais contam uma história diferente. O estado está atraindo bilhões em investimentos, com projetos que vão desde a indústria automotiva até a mineração de terras raras.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) de Goiás, Joel Sant’Anna Braga, revelou que o estado tem mais de R$ 30 bilhões em investimentos previstos até 2030. Esses recursos estão sendo direcionados para diversos setores, incluindo mineração, agroindústria e farmacêutica.

O setor automotivo em expansão

Um dos destaques é o setor automotivo. Em Catalão, a HPE Automotores responsável pelas marcas Mitsubishi e Suzuki no Brasil, anunciou um investimento de R$ 4 bilhões até 2032. Em Anápolis, a CAOA em parceria com a chinesa Changan, planeja investir R$ 5 bilhões para ampliar a produção de veículos.

A presença de montadoras chinesas em Goiás está ligada às regras tributárias do setor automotivo. Segundo Joel Sant’Anna, a reforma tributária manteve o regime automotivo do IPI em Goiás e na Bahia, o que atrai empresas para o estado. Além disso, missões internacionais promovidas pelo governo goiano têm sido fundamentais para atrair esses investimentos.

A chinesa Weichai já iniciou operações em Itumbiara, com um investimento de cerca de R$ 100 milhões na produção de motores e máquinas agrícolas. A empresa está preparando uma nova operação, reforçando a importância do setor automotivo para a economia goiana.

Farmacêutica: um polo em expansão

O polo farmacêutico de Anápolis também está em destaque. O Laboratório Teuto prevê investir R$ 100 milhões na modernização e ampliação de sua unidade industrial. A Geolab por sua vez, planeja investir R$ 94,2 milhões para ampliar sua estrutura.

Joel Sant’Anna destacou que todos os laboratórios de Anápolis estão dobrando seus parques industriais. A Vitamedic está investindo mais de R$ 1 bilhão enquanto a Geolab está investindo mais de R$ 300 milhões. Um dos maiores investimentos ainda não anunciados oficialmente é o da EMS maior laboratório da América Latina, que adquiriu a unidade alemã Fresenius em Anápolis e deve investir mais de R$ 1 bilhão.

Agroindústria e mineração: setores estratégicos

A agroindústria também está entre os principais destinos dos investimentos. A Inpasa projeta investir R$ 2,224 bilhões em uma operação de biocombustíveis e processamento de cereais em Rio Verde. A Raízen planeja investir R$ 1,2 bilhão em Jataí para a produção de etanol de segunda geração, enquanto a Comigo investirá R$ 1,15 bilhão em Palmeiras de Goiás.

A Votorantim Cimentos planeja investir R$ 200 milhões para dobrar a capacidade da fábrica de Edealina e mais de R$ 300 milhões para construir a primeira fábrica de argamassa do Centro-Oeste na mesma cidade. Na mineração, o governo aposta na reativação de minas de ouro e no potencial de terras raras e nióbio.

O Senado aprovou recentemente a criação de uma política nacional voltada ao setor de mineração, com incentivos para projetos de mineração e processamento de recursos dentro do país. O Brasil tem uma das maiores reservas conhecidas de terras raras do planeta, atrás apenas da China. A nova política prevê a criação de um fundo garantidor da atividade mineral e incentivos fiscais para empresas que avancem no beneficiamento e na transformação dos minerais em território nacional.

Com esses investimentos, Goiás está se consolidando como um polo industrial estratégico, desafiando a narrativa de desindustrialização e atraindo empresas de diversos setores para o estado.