Em uma ação coordenada, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos expandiu suas sanções contra Cuba, visando criptomoedas e empresas estatais em julho de 2026. As novas medidas, anunciadas em 13 de junho, representam uma escalada significativa nas tensões entre os dois países.
As sanções incluem treze carteiras de criptomoedas associadas a indivíduos acusados de terrorismo virtual e crimes cibernéticos. As redes afetadas incluem Tron (TRX), Dogecoin (DOGE), Solana (SOL), Dash (DASH), Zcash (ZEC) e Litecoin (LTC) além de Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH).
Alvos das novas sanções
Entre os alvos das sanções estão Dmytro Rashevskyi um cidadão ucraniano acusado de operar ferramentas virtuais que prejudicaram interesses americanos, e Yevgeniy Vladimirovich Silayev residente em Belarus, com várias contas bancárias vinculadas a ele. As autoridades americanas buscam cortar o fluxo de dinheiro para aliados do regime cubano.
Além das criptomoedas, as sanções atingem dez entidades estatais cubanas incluindo o Ministério do Turismo de Cuba (Mintur) o Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuário (Gemar) o Grupo Empresarial de Comércio Exterior (Gecomex) e a Corporação Antilhana Exportadora (Antex S.A.). Essas medidas impactam diretamente setores como turismo, comércio exterior, transporte marítimo e fornecimento de energia.
Impacto das sanções
As novas sanções fazem parte do bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba há mais de 60 anos. Segundo o Departamento de Estado dos EUA, as medidas visam afetar as fontes de financiamento do Estado cubano, bloqueando propriedades e ativos das entidades sancionadas nos Estados Unidos e ameaçando sancionar qualquer empresa que mantenha relações comerciais com as entidades designadas.
O governo cubano respondeu às sanções, chamando-as de medidas coercitivas unilaterais e acusando os Estados Unidos de impor políticas criminosas e genocidas. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez afirmou que as sanções são uma manifestação do propósito criminoso e genocida dos governantes estadunidenses.
Contexto histórico
As sanções contra Cuba foram intensificadas desde o início de 2026, com medidas como a asfixia energética e a ampliação das sanções secundárias. Essas sanções ameaçam aplicar medidas coercitivas contra qualquer entidade não estadunidense que mantenha relações comerciais com o Estado cubano. A comunidade internacional, incluindo a Assembleia Geral da ONU, tem solicitado o fim do bloqueio, considerado uma violação do direito internacional.
Em resposta, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos continuarão utilizando todos os meios ao seu alcance para enfrentar as ameaças representadas pelo regime comunista cubano e impulsionar reformas econômicas e políticas na ilha.

