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2 julho 2026

Receita Federal revela crescimento explosivo das stablecoins no mercado brasileiro

Stablecoins dominam 80% do mercado de cripto no Brasil, revela a Receita Federal. Descubra como esses ativos se tornaram a escolha preferida dos investidores.

Receita Federal revela crescimento explosivo das stablecoins no mercado brasileiro

No cenário financeiro brasileiro, as stablecoins emergiram como protagonistas incontestáveis. Dados recentes da Receita Federal revelam que esses ativos digitais, vinculados a moedas tradicionais como o dólar e o real, representam atualmente cerca de 80% do volume declarado de operações com criptoativos no país.

Esse crescimento exponencial não ocorreu da noite para o dia. Desde 2019, quando as stablecoins representavam apenas 3,5% do mercado, até os dias atuais, onde dominam mais de 90% em alguns períodos, a trajetória desses ativos tem sido impressionante. A DeCripto sistema de prestação de informações sobre operações com criptoativos instituído pela Instrução Normativa RFB nº 2.291/2026, passa a ser obrigatório a partir de julho de 2026, alinhando o Brasil ao padrão internacional da OCDE.

O crescimento das stablecoins no Brasil

Entre agosto de 2019 e dezembro de 2026, o mercado brasileiro de criptoativos movimentou cerca de R$ 1,58 trilhão. Dessas operações, R$ 1,13 trilhão, ou 71,7%, foram realizadas com stablecoins. Esse crescimento se acelerou significativamente a partir de 2026, quando a participação desses ativos saltou para 79,7% em 2026 e atingiu o pico de 94,3% em julho de 2026.

Em 2026 e 2026, a dominância das stablecoins se estabilizou em uma faixa entre 76% e 80%. O maior volume mensal registrado foi em novembro de 2026, com R$ 39,7 bilhões em operações. Esse crescimento não se limitou ao volume financeiro, mas também ao número de transações, que chegou a 185,7 milhões no período analisado.

USDT lidera o mercado brasileiro

Entre as stablecoins, a Tether (USDT) atrelada ao dólar, é a grande protagonista. Ela concentrou 88,7% de todo o volume declarado no Brasil entre agosto de 2019 e dezembro de 2026, equivalente a aproximadamente R$ 1 trilhão. Na sequência aparecem a USD Coin (USDC) com 7,1% do total, e a Brazilian Digital Token (BRZ) com 3,4%, a principal stablecoin lastreada em real.

O recorde de operações com stablecoins ocorreu em novembro de 2026, com 18,2 milhões de transações. Nesse mesmo mês, o mercado brasileiro de criptomoedas registrou 31,9 milhões de operações, destacando a relevância desses ativos no cenário financeiro.

A fiscalização da Receita Federal

A Receita Federal destacou que parte relevante do volume em stablecoins é negociada por meio de prestadoras de serviços de criptoativos sediadas no exterior. A DeCripto torna obrigatória a entrega de informações também por essas empresas estrangeiras, desde que direcionem suas atividades ao mercado brasileiro.

A exigência determina que empresas que operam no país com criptoativos, independentemente do domicílio, prestem informações sobre suas atividades e seus clientes ao Fisco. Essa medida visa ampliar a fiscalização do mercado de ativos digitais e facilitar o combate à evasão de divisas, à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades criminosas.

Autor

Bruno Costa