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13 junho 2026

Top 10 fundos imobiliários com maiores dividend yields em 2026

Os fundos imobiliários de recebíveis estão em destaque em 2026, liderando a distribuição de proventos. Saiba quais são os 10 maiores yields e como eles se comportaram no mercado.

Top 10 fundos imobiliários com maiores dividend yields em 2026

Em 2026, os fundos imobiliários de recebíveis também conhecidos como FIIs de papel estão se destacando no mercado por sua capacidade de distribuir proventos. Um levantamento recente revelou que esses fundos lideram o ranking de dividend yields no acumulado do ano até maio.

O estudo, que considera os rendimentos repassados entre janeiro e maio de 2026 em relação ao preço das cotas ao fim do período, mostra que os percentuais não correspondem ao dividend yield tradicional de 12 meses, mas refletem uma tendência significativa no mercado imobiliário.

Kilima Volkano Recebíveis lidera o ranking

O Kilima Volkano Recebíveis (KIVO11) ocupa a primeira posição no ranking com um yield acumulado de 8,84% em 2026. Gerido pela Kilima, o fundo reúne aproximadamente 7,3 mil cotistas na bolsa de valores (B3). Apesar de ter visto seus papéis recuarem de R$ 64,85,

Com um patrimônio líquido estimado em cerca de R$ 187 milhões, o KIVO11 tem como principal estratégia investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) que são títulos de dívida ligados ao setor de imóveis. Segundo o relatório gerencial mais recente, cerca de 79% da carteira de CRIs do fundo está atrelada ao IPCA+ o que tende a favorecer o desempenho positivo em períodos de inflação mais elevada. Outros 21% estão indexados ao CDI característica que também beneficia a geração de rendimentos em um cenário de juros altos.

Outros fundos imobiliários em destaque

Na segunda posição do ranking de maiores dividend yields dos FIIs em 2026 está o Life Capital Partners (LIFE11) também do segmento de papel. Com patrimônio líquido superior a R$ 358 milhões, o veículo distribuiu R$ 0,72 por cota nos últimos 5 meses, enquanto observou seus papéis caírem 1,56% no mesmo período.

Em terceiro lugar, está o Habitat Pulverizados (HABT11) também do nicho de recebíveis, com patrimônio líquido maior, de aproximadamente R$ 775 milhões. O FII acumulou yield de 7,79% no intervalo analisado, após pagamento acumulado de R$ 5,70 por cota aos investidores, mas viu seus papéis recuarem 3,72% na bolsa de valores.

Ranking completo dos fundos imobiliários

Além dos três primeiros, o ranking completo revela yields elevados em fundos de diferentes estratégias. O Fator Verita Multiestratégia (VRTM11) aparece em quarto lugar com yield de 7,43%, seguido pelo Manati Capital Hedge (MANA11) com 7,24% e pelo Tellus Properties (TEPP11) com 7,18%. O Polo Crédito Imobiliário (PORD11) entregou 7,14%, o Cyrela Crédito (CYCR11) 7,10%, o RBR Premium (RPRI11) 7,08% e o HSI Ativos Financeiros (HSAF11) 6,95%. Todos esses fundos são do nicho de recebíveis, confirmando a dominância do segmento na distribuição de dividendos em 2026.

A análise mostra que, embora alguns fundos tenham registrado desvalorização nas cotas — como o KIVO11 (-5,78%), HABT11 (-3,72%) e RPRI11 (-5,54%) —, a geração de caixa por meio de CRIs e títulos indexados ao IPCA+ e CDI sustentou os proventos. Por outro lado, fundos como PORD11 (+2,96%) e CYCR11 (+2,17%) valorizaram no período, combinando ganho de capital com distribuição.

Perspectivas para o segmento de recebíveis

A predominância de FIIs de papel no ranking reflete o ambiente macroeconômico de juros elevados e inflação persistente, que beneficia ativos indexados ao IPCA e ao CDI. Com a Selic ainda em patamar restritivo, a expectativa é que esses fundos mantenham atratividade para investidores em busca de renda recorrente. No entanto, a volatilidade das cotas requer cautela, especialmente em momentos de mudanças nas curvas de juros.

Diversificar dentro do segmento de recebíveis, combinando fundos com exposição a diferentes indexadores, pode ser uma estratégia para mitigar riscos enquanto se busca rendimentos acima da média.

Autor

Bruno Costa