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13 junho 2026

Análise de Eric Balchunas: Bitcoin supera crises como o boxeador fictício

O Bitcoin está enfrentando mais uma queda, mas especialistas como Eric Balchunas da Bloomberg acreditam na sua recuperação, comparando sua resiliência à de Rocky Balboa.

Análise de Eric Balchunas: Bitcoin supera crises como o boxeador fictício

O mercado de criptomoedas tem vivido momentos de volatilidade, e o Bitcoin não é exceção. Em junho de 2026, a principal criptomoeda do mundo está sendo negociada em torno de US$ 63.500, refletindo uma queda de 13,6% no mês. Apesar desse cenário, especialistas como Eric Balchunasda Bloombergveem essa queda como mais um ciclo natural.

Balchunas, conhecido por suas análises sobre ETFsfez uma comparação interessante: o Bitcoin é como o boxeador fictício Rocky Balboaque sempre se recupera após cada derrota. Essa analogia reflete a visão de que a criptomoeda tem uma história de resiliência e recuperação.

Strategy e a rotação de capital para IA

Muitos no mercado acreditam que a venda de 32 bitcoins pela Strategy tenha sido o gatilho para a recente queda. No entanto, Michael SaylorCEO da empresa, argumenta que o fraco desempenho do Bitcoin está mais ligado à rotação de capital para o setor de inteligência artificial (IA).

A analista Lyn Alden trouxe uma perspectiva interessante nas redes sociais: “Estou imaginando os ursos que acham que o Bitcoin é tão fraco que, se você comprar 4% dele e falar bastante, consegue destruir toda a rede. Não é nem uma pessoa, mas um grupo. Compraram 4%. Como se, de alguma forma, a principal fraqueza do Bitcoin fosse que, se alguém comprar 4% dele, tudo entra em colapso.”

Atualmente, a Strategy detém 845.256 bitcoins da oferta total de 21 milhões de moedas, o que representa uma parcela significativa do mercado.

ETFs como alternativa preferencial

Enquanto a Strategy defende sua posição no mercado, Eric Balchunas acredita que os ETFs são uma melhor maneira de se expor ao Bitcoin. Ele argumenta que os ETFs evitam exageros e, por consequência, têm uma vantagem competitiva.

“O que eu não entendo sobre a Strategy é por que se colocar numa posição de ficar exposto a um rendimento tão alto por algo que representa tipo 2% dos seus ativos sob gestão. Alguém chamou isso de erro não forçado. Isso parece correto. Me parece que todos os problemas do Bitcoin não são realmente do Bitcoin, mas de intermediários que se empolgam com promessas exageradas e/ou acham que seu próprio token era digno de ser colateral. ETFs não fazem nada disso, por isso eles vão acabar sendo o intermediário dominante. No longo prazo, isso é bom para o Bitcoin, na minha opinião.”

Atualmente, empresas públicas detêm 1,24 milhão de bitcoins em suas reservas, enquanto os ETFs americanos de Bitcoin mantêm cerca de 1,28 milhão de moedas sob custódia. A Strategy e a BlackRock dominam seus setores, com 845.256 e 788.450 bitcoins, respectivamente.

Apesar da preferência por ETFs, é importante notar que eles também enfrentam desafios. Em maio de 2026, os ETFs tiveram saídas de US$ 2,43 bilhões, e até junho, registram vendas de US$ 1,72 bilhão, contribuindo para a pressão sobre o Bitcoin.

A resiliência do Bitcoin

Eric Balchunas compartilhou a postagem de Lyn Alden e destacou que essa não é a primeira vez que o Bitcoin cai. “Melhor análise racional sobre a queda do Bitcoin que já vi”, escreveu Balchunas. “Mais uma vez, é um intermediário que se tornou controverso. O Bitcoin continua o mesmo o tempo todo. Ainda resistente à censura e à desvalorização monetária.”

Ele continuou: “Isso — e o fato de ele já ter se recuperado de mais pancadas do que o Rocky — é por isso que eu não acho que ‘acabou’. Além disso, ele está com muita concorrência no momento, com várias manias no mercado de ações. As coisas sobem e descem e sobem e descem. Conforme você envelhece, isso vai deixando de ser algo tão relevante.”

Essa visão reflete a confiança de muitos especialistas na capacidade do Bitcoin de se recuperar e continuar sendo uma força relevante no mercado de criptomoedas.