Em um desenvolvimento inesperado, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de participar da Copa do Mundo 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada. A decisão, que gerou polêmica, foi anunciada pela Fifa nesta segunda-feira (8).
Artan, que seria o primeiro árbitro somali a apitar uma Copa do Mundo, chegou ao aeroporto de Miami no último sábado, mas foi barrado pelas autoridades norte-americanas. Apesar de possuir um visto válido e até um passaporte diplomático, ele não conseguiu entrar no país.
O impacto da decisão nos EUA
A Fifa confirmou que Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026. “A Fifa não está envolvida nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a análise de vistos, e foi informada pelas autoridades de que o status do sr. Artan não será alterado neste momento”, disse a entidade.
Andrew Giuliani, que lidera a força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, apoiou a decisão das autoridades de fronteira. “Embora eu não possa entrar em detalhes sobre a questão da desaprovação, posso afirmar que foi a decisão correta da alfândega e da patrulha de fronteira, e eu a apoio”, afirmou.
Quem é Omar Abdulkadir Artan?
Artan, de 34 anos, é um dos árbitros mais respeitados da África. Ele foi eleito “árbitro masculino do ano” pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2026 e está no quadro da Fifa desde 2018. Sua exclusão da Copa do Mundo 2026 é vista como uma perda significativa para o torneio.
Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali, lamentou a decisão. “Artan é um dos árbitros mais respeitados da África e negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”, disse Abshir.
O contexto político
A Somália é um dos 19 países que está sob restrição total de entrada nos EUA. Em novembro de 2026, o presidente Donald Trump descreveu o país como “podre” e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação.
A decisão de barrar Artan gerou críticas e levantou questões sobre as políticas de vistos dos EUA. A Federação de Futebol da Somália entrou em contato com a Fifa pedindo maiores explicações sobre o caso.
A comunidade do futebol internacional tem se manifestado em apoio a Artan. “A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil”, afirmou Abshir.



