A Boeing está avaliando a possibilidade de aumentar significativamente a produção de sua aeronave mais vendida, o 737 MAXpara cerca de 70 unidades por mês. Essa decisão, se concretizada, representaria um salto considerável em relação à meta anterior de 63 aeronaves mensais.
A fabricante aérea está analisando a capacidade de seus fornecedores para suportar esse aumento de produção. A decisão ainda está em fase inicial, mas já indica uma estratégia agressiva para competir com a Airbusque tem como meta produzir entre 70 e 75 jatos da família A320neo por mês até o fim de 2027.
Análise da capacidade da cadeia de suprimentos
A Boeing já iniciou estudos internos para verificar se sua cadeia de suprimentos está preparada para suportar a produção de 70 aeronaves por mês. Essa meta elevaria a produção para níveis nunca antes alcançados pela empresa, exigindo um esforço coordenado de todos os fornecedores.
Em maioa Boeing anunciou um aumento na produção do 737 MAX de 42 para 47 aeronaves por mêsapós aprovação da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA). O CEO Kelly Ortberg afirmou que a empresa está trabalhando para atingir essa nova meta nos próximos meses.
Concorrência com a Airbus
A Airbus tem enfrentado desafios para atingir sua meta de produção de 75 jatos da família A320neo por mês. Devido a restrições na cadeia de suprimentos, a empresa adiou repetidamente essa meta, mas agora prevê alcançar entre 70 e 75 aeronaves mensais até o fim de 2027.
Atualmente, a Airbus produz uma média de cerca de 60 jatos de corredor único por mês. A Boeingpor sua vez, está acumulando 4.391 pedidos não atendidos para a família 737enquanto a Airbus soma 7.348 pedidos pendentes para a família A320neo.
Impacto financeiro e estratégico
Para a Boeingaumentar a produção do 737 MAX teria um impacto financeiro relevante. O modelo segue como o maior programa comercial da empresa em volume, e o aumento das entregas é visto como uma forma de melhorar o fluxo de caixa e reduzir o acúmulo de pedidos dos últimos anos.
O A321neomodelo mais popular da família A320neoresponde por 5.492 aeronaves aguardando entrega. Esse modelo tem sido um dos principais contribuintes para a liderança da Airbus no segmento de jatos de corredor único na última década.
A Boeing enfrenta a pressão de ampliar a produção diante do crescimento das carteiras de pedidos. A decisão de aumentar a produção para 70 aeronaves por mês ainda está em discussão, mas já indica uma estratégia para competir de forma mais agressiva no mercado aéreo.



