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19 junho 2026

Superior Tribunal de Justiça impede confisco de criptomoedas em dívida de pensão

O STJ decidiu impedir o confisco de criptomoedas de um pai inadimplente em um caso de pensão alimentícia envolvendo um menor com necessidades especiais.

Superior Tribunal de Justiça impede confisco de criptomoedas em dívida de pensão

Em uma decisão recente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que não seria possível o confisco de criptomoedas de um pai que está em atraso com o pagamento de pensão alimentícia desde 2026. O caso envolve um menor com necessidades especiais e saúde frágil, que aguarda o recebimento de R$ 136 mil em alimentos atrasados.

A defesa do menor tentou unificar o pedido de prisão do devedor com a penhora dos saldos em contas de corretoras de criptomoedas. No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) rejeitou essa união de procedimentos, argumentando que a medida provocaria tumulto processual e dificultaria o andamento do caso.

O recurso ao STJ e a decisão final

Após a decisão negativa no tribunal gaúcho, a defesa do menor recorreu ao STJ com o objetivo de retomar a busca pelos fundos digitais na corretora Binance. O recurso, porém, não foi analisado no mérito, uma vez que não ficou comprovada a existência de criptomoedas em nome do pai. A justiça considerou desnecessária a busca por ativos digitais cujo existência não foi verificada.

O ministro Herman Benjaminpresidente do órgão colegiado, assinou o indeferimento do recurso na segunda-feira (15). Na decisão, ele aplicou normas restritas que impedem a revisão de provas documentais em ações que já passaram por instâncias anteriores. Segundo a legislação, o STJ não possui autorização legal para reavaliar evidências do conflito em fase de recurso.

As implicações da decisão

Apesar de proteger os investimentos em criptomoedas deste ataque judicial específico, o pai do garoto não escapou de todas as sanções. O decreto prisional permanece ativo e aguarda cumprimento por parte das forças policiais do estado.

Esta decisão do STJ destaca a complexidade dos casos envolvendo ativos digitais e a necessidade de um marco regulatório claro para esses tipos de ativos. A proteção dos direitos das crianças e a efetividade das decisões judiciais são aspectos cruciais que precisam ser equilibrados.

Enquanto isso, a família continua a buscar maneiras de garantir o bem-estar do menor, que depende dos pagamentos de pensão alimentícia para sua saúde e qualidade de vida.