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26 agosto 2026

Squadra diminui stake na Hapvida e revela impacto negativo no portfólio

A Squadra Investimentos reduziu sua participação na Hapvida para 3,87% e admitiu que o investimento foi o maior erro de sua história, impactando significativamente seu portfólio.

Squadra diminui stake na Hapvida e revela impacto negativo no portfólio

A Squadra investimentos, uma das gestoras mais respeitadas do mercado, anunciou uma redução significativa em sua participação na Hapvida (HAPV3). A decisão, divulgada em uma carta aos cotistas, revela que a gestora considera este investimento como o maior erro de sua história, impactando negativamente seu desempenho e capital.

No dia 24 de agosto de 2026, a Squadra informou que sua participação na Hapvida caiu para 3,87% das ações ordinárias, uma redução considerável em relação aos 5,15% registrados em julho. Essa mudança ocorreu após um período de críticas duras à gestão da Hapvida, que passou por uma reestruturação significativa, incluindo alterações no conselho de administração e na presidência executiva.

O impacto do investimento na Squadra

A Squadra não mediu palavras ao classificar o investimento na Hapvida como um erro histórico. Em uma carta aos cotistas, a gestora afirmou que esse investimento arranhou nosso histórico de performance e custou enormemente ao nosso capital e ao dos nossos cotistas. A decisão de reduzir a participação reflete a insatisfação com os resultados da empresa, que apresentou um balanço do segundo trimestre com uma queda de 95,8% no lucro e 44,3% no Ebitda.

A Squadra também criticou a gestão da Hapvida, destacando a necessidade de uma avaliação de desinvestimentos e uma simplificação do grupo. A gestora acredita que a venda de ativos, incluindo a subsidiária Notre Dame Intermédica, poderia valorizar significativamente a ação. No entanto, a Squadra admite que a situação atual da Hapvida é desafiadora, com um alto endividamento e uma deterioração operacional contínua.

Reestruturação e perspectivas futuras

A Hapvida tem enfrentado dificuldades operacionais e financeiras, o que levou a Squadra a reconsiderar sua posição na empresa. A gestora ressalta que a Hapvida Assistência Médica, a principal operadora do grupo, possui vantagens competitivas, mas a situação atual exige uma reestruturação urgente. A Squadra acredita que a venda de ativos não essenciais poderia liberar recursos para focar na operação principal.

Além disso, a Squadra está explorando outras oportunidades de investimento, incluindo ações que sofreram fortes quedas e estão cercadas por dúvidas, como Nubank (ROXO34) e Mercado Livre (MELI34). Essa estratégia faz parte de uma reformulação da carteira após um período de desempenho abaixo do esperado. No primeiro semestre de 2026, os fundos Long-Biased e Long-Only da Squadra recuaram 5,1% e 6,2%, respectivamente, enquanto o Ibovespa avançou 6,8%.

Reajustes de contratos e desafios futuros

A Hapvida também está enfrentando desafios relacionados aos reajustes de contratos. A empresa informou que cerca de 947 mil beneficiários estão em avaliação devido à precificação defasada. A Hapvida ressalta que os reajustes não serão uniformes e variarão conforme a região, os termos dos contratos e a negociação com cada cliente. A empresa também esclareceu que a expressão duplo dígito forte mencionada pelo CFO Lucas Garrido, refere-se a reajustes anteriores e não a projeções futuras.

Enquanto a Squadra tenta virar a página após o que classificou como o maior erro de sua história, a Hapvida continua a enfrentar desafios significativos. A redução da participação da Squadra reflete a insatisfação com a gestão atual e a necessidade de uma reestruturação profunda para recuperar a rentabilidade e a confiança dos investidores.