Pular para o conteúdo
16 junho 2026

Processo de difamação contra Luan Araújo é arquivado após pagamento de multa

A Justiça de São Paulo arquivou o processo contra o jornalista Luan Araújo, condenado por difamação pela ex-deputada Carla Zambelli. Uma campanha online permitiu o pagamento da multa.

Processo de difamação contra Luan Araújo é arquivado após pagamento de multa

Em um desfecho inesperado, a Justiça de São Paulo decidiu arquivar o processo contra o jornalista Luan Araújoque enfrentava uma ação de difamação movida pela ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). A decisão, assinada pelo juiz José Fernando Steinberg do Juizado Especial Criminalmarcou o fim de uma controvérsia que ganhou destaque nacional.

A punibilidade de Araújo foi extinta após o pagamento de uma multa de R$ 2.216,30valor arrecadado através de uma campanha online. O advogado Renan Bohusresponsável pela defesa do jornalista, destacou a importância do apoio da sociedade. “O apoio da sociedade foi fundamental para reverter uma decisão anterior que havia determinado a conversão da pena em prisão, demonstrando a desproporcionalidade da medida frente à comprovada hipossuficiência financeira de Luan”, afirmou Bohus.

O contexto da condenação

A condenação de Araújo decorreu de um artigo publicado no portal Diário do Centro do Mundono qual o jornalista classificou Zambelli como “seguida por uma seita de doentes de extrema-direita” e integrante de “uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”. Essas declarações resultaram em uma ação judicial que culminou na imposição da multa.

O caso ganhou notoriedade em 2026quando Zambelli perseguiu Araújo com uma arma em punho às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Por esse episódio, a ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cinco anos e três meses de prisão. Além disso, Zambelli também foi condenada a dez anos de prisão pelo STF por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A fuga e a extradição

Após as condenações, Zambelli fugiu para a Itáliaonde foi presa. No entanto, a Corte de Cassação italiana anulou o pedido de extradição, permitindo que a ex-deputada permanecesse no país. Essa decisão internacional adicionou um capítulo complexo ao caso, que já era marcado por controvérsias.

A oferta de ajuda e a solidariedade

O vereador de Cotia e ex-deputado federal Alexandre Frota (PDT) se ofereceu publicamente para pagar a multa de Araújo. “Luan sou eu Frota, vamos pagar a multa se quiser pede ao ADV p me ligar”, disse o vereador em suas redes sociais. No entanto, até o momento, Frota não entrou em contato com o advogado de Araújo para concretizar a oferta.

Araújo, por sua vez, afirmou não ter condições de pagar a multa. “A Justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta”, declarou o jornalista. A campanha de arrecadação online, no entanto, permitiu que o valor fosse quitado, evitando a prisão do jornalista.

O caso de Luan Araújo e Carla Zambelli exemplifica os desafios e as complexidades do sistema judicial brasileiro, onde a solidariedade e a mobilização social podem desempenhar um papel crucial na reversão de decisões controversas.