Na sexta-feira passada o mercado cripto encerrou a semana com sentimentos contrastantes. O bitcoin (BTC) iniciou o dia em alta, aproximando-se novamente da faixa de US$ 82 mil e conseguiu puxar uma leve recuperação entre os principais ativos digitais. Essa reação ocorreu depois de um período de cautela marcado por retiradas consideráveis de recursos de ETFs de bitcoin Spot e de uma pressão generalizada sobre ativos de risco.
Por outro lado, a maioria das criptomoedas terminou a semana no vermelho, refletindo o nervosismo dos investidores diante dos fluxos de saída. Mesmo assim, sinais técnicos positivos e notícias favoráveis ao setor ainda dão sustentação ao movimento de alta do BTC, mantendo viva a expectativa de que o ativo possa retomar uma tendência de alta de longo prazo.
Evolução do preço do bitcoin na última semana
Ao longo dos últimos sete dias, o preço do bitcoin variou entre US$ 80.672 e US$ 82.178 fechando a última sessão próximo a US$ 81.736 o que representa um ganho de 2,15% nas 24 horas anteriores. Essa alta foi acompanhada pelo ethereum (ETH), que subiu cerca de 5,07% para US$ 2.453,54. Analistas da CryptoQuant apontam que o BTC está testando um nível de suporte crucial em torno de US$ 80,4 mil coincidindo com a mínima registrada em 8 de outubro. Manter o preço acima desse patamar pode abrir caminho para que o ativo retome a “cunha” anterior, que agora funciona como resistência de curto prazo.
Fluxos de saída nos ETFs de bitcoin e ethereum
Os ETFs de bitcoin Spot nos Estados Unidos registraram saídas líquidas de US$ 680 milhões na última semana, enquanto os ETFs de ethereum perderam quase US$ 700 milhões ao longo de nove sessões consecutivas de resgates. Esse volume combinado supera US$ 1,3 bilhão e evidencia um enfraquecimento no apetite por risco, possivelmente influenciado por fatores macroeconômicos como a evolução das taxas de juros nos EUA e a percepção de risco nos mercados tradicionais.
Indicadores técnicos e projeções de curto prazo
Do ponto de vista técnico, o bitcoin está acima da linha de suporte de US$ 80,4 mil o que mantém viva a hipótese de recuperação rumo ao suporte anterior, situado na faixa de US$ 84 mil. Caso o preço quebre a baixa de quatro horas abaixo desse suporte, a atenção dos investidores pode mudar para zonas de consolidação mais baixas, como US$ 77 milUS$ 73,5 mil e US$ 70 mil. O Índice de Medo e Ganância se encontra em 59 pontos, indicando um ambiente ainda levemente ganancioso, mas suscetível a reviravoltas.
Além dos fatores técnicos, desenvolvimentos regulatórios também impactam o cenário. A MSCI anunciou novas regras de exclusão que podem retirar certas empresas de seus principais índices, enquanto a Mastercard revelou planos de integrar saldos de stablecoins ao sistema bancário tradicional, sinalizando maior aceitação institucional dos criptoativos. Esses movimentos podem gerar um efeito de estabilização no mercado, mas a volatilidade permanece alta, especialmente diante de notícias inesperadas sobre políticas monetárias globais.
O acompanhamento dos indicadores técnicos, do volume de saídas e dos eventos regulatórios será essencial para entender se a recuperação ganhará força ou se o ativo retornará a faixas de preço mais baixas.



