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O Impacto das Stablecoins nas Transações de Câmbio e Pagamentos Internacionais

No último dia 28 de julho, a Bity organizou o evento Cripto Payments em São Paulo, reunindo especialistas do setor financeiro e jurídico. O foco da discussão foi a crescente influência das stablecoins no mercado de câmbio brasileiro e suas aplicações práticas em pagamentos internacionais. A tecnologia blockchain foi um dos principais tópicos abordados, evidenciando como ela já está revolucionando as transações transfronteiriças.

O CFO da Bity, Ibiaçu Caetano, deu início ao evento ressaltando o objetivo principal: ensinar o mercado a utilizar stablecoins de forma segura e em conformidade com as normas regulatórias.

Segundo Caetano, “O uso de stablecoins no câmbio é uma realidade, e o que precisamos agora é de uma operação que respeite as regras, garantindo robustez no compliance e segurança jurídica”.

Vantagens das stablecoins no câmbio

Durante a apresentação, Caetano destacou as vantagens que as stablecoins trazem para o comércio internacional. Ele mencionou a liquidação imediata, que pode ocorrer 24 horas por dia, 7 dias por semana, além dos custos significativamente menores quando comparados aos métodos tradicionais. “Assim como o Pix revolucionou o sistema bancário com sua liquidação instantânea, o câmbio via blockchain seguirá um raciocínio semelhante”, afirmou.

Operações contínuas e adaptação do mercado

A discussão se aprofundou nas implicações da liquidação de stablecoins, que permite que operações internacionais sejam realizadas de maneira contínua—um aspecto que o sistema financeiro tradicional ainda não oferece. Caetano informou que já existem soluções de liquidez que garantem a realização de transações mesmo em finais de semana e feriados, representando uma adaptação necessária do mercado às novas demandas de eficiência.

Além disso, a Bity comprometeu-se a oferecer uma consultoria que assegura a conformidade das operações internacionais com as regras estabelecidas pelo Banco Central do Brasil. “Nosso compliance cobre todas as etapas, desde a análise da origem até o destino dos recursos, garantindo que a operação não cause fricções para o cliente”, enfatizou Caetano.

Aspectos legais e regulatórios

O evento também contou com a participação de Amanda Blum e Marcelo de Castro, advogados do escritório Machado Meyer, que discutiram as resoluções 520 e 521 do Banco Central. Essas normas definem como as corretoras de câmbio e instituições financeiras podem operar com ativos digitais. Eles esclareceram que, embora as corretoras não possam emitir moeda eletrônica, podem oferecer carteiras digitais em colaboração com provedores de serviços financeiros.

Segurança nas transações de stablecoins

Um ponto crucial abordado foi a segurança nas operações de stablecoins. Quando uma corretora brasileira realiza transações com uma exchange internacional, é essencial que esta última atenda às exigências do Banco Central. Isso não apenas aumenta a segurança das transações, mas também minimiza o risco de descasamento regulatório. Essa evolução representa um grande avanço em relação ao modelo tradicional, proporcionando um funcionamento mais ágil e seguro.

Impacto macroeconômico e futuro das stablecoins

Além de aspectos técnicos, Caetano apresentou uma análise sobre o papel das stablecoins no financiamento do Tesouro dos EUA. Ele acredita que, até 2030, empresas como Tether e Circle se tornarão os maiores compradores de títulos do Tesouro a curto prazo. “Os Estados Unidos reconhecem que as stablecoins são instrumentos estratégicos não apenas em termos de política monetária, mas também para a geopolítica global”, afirmou.

Por fim, a Head de Payments da Bity, Eginara Nery, compartilhou detalhes da plataforma Bity Payments, que facilita a conversão de reais e dólares para stablecoins e permite liquidações rápidas em diversas moedas. A estrutura foi projetada para replicar a lógica de tesouraria utilizada por instituições financeiras, mas com a velocidade e rastreabilidade do blockchain.

Esses avanços tecnológicos estão mudando a maneira como pensamos sobre pagamentos internacionais, tornando-os mais eficientes e acessíveis. “O que antes levava dias para ser liquidado agora pode ser feito em questão de horas”, concluiu Eginara, ressaltando a transformação que as stablecoins estão promovendo no cenário financeiro.

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