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Mudanças na Fazenda, impasse sobre ICMS e calendário da restituição do IR 2026

Nos últimos episódios que envolvem economia e política, três assuntos ganharam destaque e se entrelaçam no impacto sobre consumidores e cofres públicos. De um lado, o ministro Fernando Haddad anunciou que a indicação de Dario Durigan para substituir sua cadeira no comando do Ministério da Fazenda está “bem encaminhada”, mas ressaltou que o anúncio oficial cabe ao presidente Lula. Paralelamente, governos estaduais reagiram em bloco a pedido federal para reduzir o ICMS sobre combustíveis, alegando risco à arrecadação.

Por fim, contribuintes observam o calendário e as novidades sobre a restituição do Imposto de Renda 2026, que podem resultar em devoluções mais rápidas para parte dos declarantes.

Mudança no comando da Fazenda

A movimentação na equipe econômica ganhou tom público quando Haddad confirmou que deixará o ministério para dedicar-se à pré-campanha ao governo de São Paulo, sinalizando uma sucessão próxima. O ministro afirmou que o processo de indicação de seu substituto está adiantado, mas lembrou que quem oficializa nomes é o presidente, preservando a atribuição presidencial sobre a escolha. Essa transição tem implicações práticas: a continuidade das políticas fiscais e a manutenção de interlocução com estados e o mercado dependem de uma nomeação capaz de transmitir estabilidade. O cenário político adiciona complexidade ao calendário econômico, sobretudo se a saída ocorrer em momento de pressão sobre preços e receitas.

Quem é Dario Durigan e o que significa a indicação

A figura de Dario Durigan aparece como o nome mais provável para assumir a pasta, segundo declarações do próprio ministro, embora sem confirmação oficial. Em termos técnicos, a nomeação busca preservar rotinas internas e permitir que decisões de curto prazo — sobre subsídios, tributos federais e interlocução com os estados — sigam um rumo previsível. Para o mercado e para gestores estaduais, a troca precisa transmitir confiança de que instrumentos como o orçamento, o controle de gastos e a coordenação em questões como combustíveis não sofrerão descontinuidade brusca. Politicamente, a saída de um titular para disputar cargo estadual também altera a dinâmica de prioridades dentro do governo.

Impasse entre União e estados sobre o ICMS

O pedido do presidente para que os estados reduzam o ICMS sobre o diesel foi recebido com resistência pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que divulgou nota contrária ao corte generalizado. Os secretários alertam para o risco de perda de arrecadação e para o fato de que corte de tributos nem sempre se traduz em queda no preço final pago pelo consumidor nas bombas. No entendimento do órgão, parte relevante da redução tende a ser absorvida ao longo da cadeia de distribuição, reduzindo o impacto para motoristas e caminhoneiros e impondo custos a serviços públicos financiados por esses recursos.

Argumentos técnicos e impactos nas contas públicas

O Comsefaz lembrou que, nos últimos três anos, o preço da gasolina recuou em média 16% nas refinarias, enquanto subiu cerca de 27% nos postos, o que ilustra a dissociação entre variação de custos e preço final. A entidade também destacou que mudanças legislativas recentes sobre combustíveis resultaram em perda acumulada de aproximadamente R$ 189 bilhões nas finanças dos estados e do Distrito Federal até o fim de 2026. Além disso, foi apontada a diferença de capacidade fiscal entre União e estados: o ICMS responde por cerca de 20% da arrecadação estadual, enquanto a União tem fontes mais diversificadas, inclusive dividendos do setor petrolífero — em 2026, os proventos da Petrobras representaram aproximadamente metade da arrecadação que os estados obtiveram com ICMS sobre diesel.

Restituição do Imposto de Renda 2026: calendário e regras

Para quem declara imposto, a temporada de 2026 traz mudanças e datas a serem observadas. A declaração poderá ser entregue entre 23 de março e 29 de maio e, neste ano, a restituição será paga em quatro lotes, não mais cinco: 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto. A Receita Federal informou que a ideia é concentrar cerca de 80% das restituições até o segundo lote. Uma novidade operacional é que a fonte de dados do eSocial permitirá identificar contribuintes que não estavam obrigados a declarar, mas têm direito a devolução por retenção maior na fonte em algum mês do ano-base.

Cashback automático, prioridades e correções

O chamado cashback automático visa devolver rapidamente valores de até R$ 1.000 a pessoas que não eram obrigadas a declarar e que tenham CPF regular, baixo risco fiscal e chave Pix vinculada ao CPF; o processamento dessa rotina começa em 15 de junho de 2026. A ordem de pagamento prioriza idosos, pessoas com deficiência e doentes graves, professores, quem usou declaração pré-preenchida e quem optou por receber via Pix, seguido pelos demais declarantes por data de envio. A restituição é corrigida pela taxa Selic acumulada até o mês anterior ao depósito, acrescida de 1% no mês do pagamento, e recursos não movimentados em um ano retornam aos cofres da Receita, podendo ser requeridos novamente pelo contribuinte dentro de cinco anos.

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