Em um movimento significativo para fortalecer as relações bilaterais, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Recep Tayyip Erdoğan, da Turquia, discutiram a criação de um Conselho Estratégico em nível vice-presidencial durante uma chamada telefônica em 24 de agosto de 2026. Essa iniciativa visa aprofundar a cooperação em áreas críticas, como defesa e comércio.
A conversa entre os líderes também abordou questões globais urgentes, como os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio destacando a importância do diálogo para promover a paz. Além disso, Erdogan convidou Lula para participar da COP31 a ser realizada em Antália, Turquia, em novembro de 2026, um evento crucial para discutir as mudanças climáticas.
Investimentos em defesa e cooperação industrial
O Brasil está buscando ampliar seus investimentos em defesa com um foco especial na indústria de defesa nacional. Durante a chamada, Lula expressou interesse em fomentar parcerias entre empresas brasileiras e turcas nesse setor. Uma delegação brasileira, liderada pelos ministros da Defesa José Mucio Monteiro, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Márcio Elias Rosa, será enviada à Turquia para discutir os detalhes dessa cooperação.
O governo turco também destacou a importância dessa parceria, afirmando que a cooperação econômica entre os dois países pode trazer prosperidade para ambos os povos, mesmo diante de tendências protecionistas globais. A ratificação do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa pelos parlamentos dos dois países é um passo significativo nessa direção.
Modernização do Exército Brasileiro e inclusão de mulheres
Em uma cerimônia em homenagem ao Dia do Soldado realizada em 25 de agosto de 2026, o comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Ribeiro Paiva, destacou os avanços na modernização do Exército e a inclusão de mulheres na força. O general ressaltou a importância de reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras, investindo na indústria nacional de defesa.
O presidente Lula também participou da cerimônia e elogiou a presença de mulheres militares, descrevendo-a como uma revolução comportamental no país. Ele destacou que as mulheres estão prontas para assumir qualquer desafio, mostrando que a inclusão é essencial para a defesa nacional. Em 2026, 1.010 mulheres foram incorporadas às Forças Armadas, marcando um momento histórico para o Brasil.
Lula reforçou a necessidade de investir em defesa para preparar o país para proteger seu territórioriquezas naturais e povo. Ele afirmou que a defesa não pode ser uma prioridade secundária, mas sim uma parte essencial da estratégia nacional. Apesar dos desafios orçamentários, o governo está comprometido em aumentar os investimentos nesse setor.
Os gastos com defesa no Brasil em 2026 foram de R$ 131,6 bilhões, equivalente a 1,12% do PIB. As Forças Armadas buscam alcançar o patamar de 2% do PIB para viabilizar a manutenção e novos investimentos. Esse valor ainda está abaixo do recomendado pela OTAN que sugere gastos de até 5% do PIB para seus membros.



