Na terça-feira, 20 de outubro, o economista Felipe Miranda conduziu uma transmissão ao vivo promovida pela Casa do Saber, abordando a intersecção entre dinheirorisco e liberdade. O público pôde enviar perguntas em tempo real, permitindo que o especialista analisasse como expectativas, emoções e hábitos cotidianos influenciam escolhas de investimento, bem como o modo como o cenário macroeconômico pode reconfigurar a percepção de oportunidades e ameaças.
Live de Felipe Miranda na Casa do Saber
O ponto de partida da conversa foi o comportamento humano: por que, muitas vezes, agimos contra o próprio interesse financeiro? Miranda destacou mecanismos como a aversão à perda o excesso de confiança e a pressão de grupo, explicando que esses fatores podem levar a compras em alta e vendas em queda. Ele também enfatizou que nem toda aplicação rotulada como “conservadora” garante segurança, e que a avaliação de risco deve considerar liquidez, inflação, concentração de ativos e horizonte temporal.
Durante a sessão, o economista trouxe à tona a importância de definir claramente por que queremos acumular patrimônio. A relação entre dinheiro e bem-estar, a diferença entre simples acumulação e conquista de segurança e a busca por autonomia de escolha foram colocados em perspectiva, mostrando que a estratégia financeira é, antes de tudo, uma decisão de vida.
Dylan: a wealthtech que combina IA e consultoria personalizada
Alguns meses após deixar a Empiricus, Felipe Miranda co-fundou a wealthtech Dylan projetada para oferecer consultoria financeira digital a investidores com patrimônio mínimo de R$ 100 mil. Ao lado dos sócios Gustavo Andrade Rocha, empreendedor de tecnologia e telecom, e Carlos Queiroz, especialista em plataformas de IA desenvolvidas em bancos como DBS e Standard Chartered, Miranda pretende democratizar o acesso a um serviço antes restrito a grandes fortunas.
A estrutura societária atribui 15% da empresa a Rocha e Queiroz por um investimento de R$ 2,5 milhões; os restantes 85% são divididos entre Miranda, os ex-colaboradores da Empiricus Bruno Mérola e Larissa Quaresma, e Lucas Neri, ex-especialista de portfólio do Itaú. O capital inicial cobre as despesas operacionais por um ano, enquanto o MVP (Produto Mínimo Viável) deve estar pronto em até seis meses, antecedendo uma rodada de financiamento com fundos de venture capital.
Dylan utiliza um modelo híbrido: dados de mercado determinísticos inseridos por Miranda e sua equipe, são combinados com insights gerados por inteligência artificial. A plataforma avalia a situação financeira do cliente, define metas, sugere alocações de ativos e monitora o desempenho, ajustando a carteira sempre que necessário. O nome da empresa homenageia Bob Dylan, simbolizando “pensamento independente, longevidade e sucesso”.
O preço ainda não foi oficializado, mas a expectativa é de cerca de R$ 200 mensais – aproximadamente 2,4% do patrimônio ao ano, preço superior ao das consultorias tradicionais, porém justificável pelo valor agregado e pela queda dos custos de IA. Miranda acredita que, à medida que o patrimônio cresce, a taxa se paga diante dos benefícios de decisões mais informadas e de um serviço escalável.
Com a parceria entre Estadão e Casa do Saber, futuros cursos, como o Dinheiro, Risco e Liberdade serão lançados em 16 de novembro, oferecendo 11 aulas em vídeo distribuídas em três módulos, com lives exclusivas para perguntas e respostas. Os leitores do Estadão recebem desconto especial usando o cupom ESTADAO.



