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11 setembro 2026

Líderes financeiros discutem ajustes fiscais e impactos das eleições de 2026

Executivos de bancos e gestoras compartilham suas perspectivas sobre o cenário econômico e as eleições de 2026

Líderes financeiros discutem ajustes fiscais e impactos das eleições de 2026

Em um momento crucial para a economia brasileira, os principais executivos do setor financeiro estão sob os holofotes. Com as eleições de 2026 se aproximando, eles compartilham suas preocupações e expectativas sobre o futuro do país. Esses líderes, que comandam bancos de investimento, fundos de previdência e plataformas de investimento, têm uma visão privilegiada do termômetro econômico, graças ao contato direto com clientes corporativos.

Um dos pontos de maior preocupação entre esses executivos é a necessidade urgente de um ajuste fiscal. Eles alertam que, sem a adequação dos gastos públicos à arrecadação, a pressão sobre a inflação continuará alta, levando a taxas de juros elevadas. A Selic principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação, acaba por reduzir a circulação de dinheiro, paralisando negócios e o crescimento econômico.

Impactos dos juros elevados no mercado

Daniel Wainstein, co-CEO do Seneca Evercore, recém-criado Banco Seneca, afirma que a economia não suporta mais juros reais tão altos. Ele destaca que os empresários estão sofrendo e que o desemprego pode se tornar um problema insustentável. Além disso, há um aumento nos pedidos de recuperação judicial por parte de grandes empresas, afetando também as fornecedoras menores.

Ricardo Lacerda, CEO do banco de investimentos BR Partners, alerta para os riscos de um cenário de calote na dívida pública e inflação descontrolada. Ele enfatiza que, sem uma redução nos juros, o Brasil pode caminhar para um abismo econômico.

Perspectivas para as eleições de 2026

Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Vida, Previdência e Investimentos, vê a situação atual como um limite que pode forçar o governo a agir. Ele acredita que haverá algum ajuste fiscal, independentemente de quem seja eleito, mas a intensidade desse ajuste dependerá do resultado das eleições. Mello também destaca a volatilidade típica desse período eleitoral, que leva os investidores a adotarem posturas mais defensivas.

Rodolfo Reichert, CEO da Genial Investimentos, critica os planos de campanha dos candidatos, afirmando que eles não pensam no longo prazo. Ele destaca que a diferença entre os candidatos está mais na intensidade do ajuste fiscal do que em propostas verdadeiramente transformadoras.

Opiniões sobre os candidatos

Nenhum dos entrevistados apoiou explicitamente a reeleição do presidente Lula ou a candidatura do deputado Flávio Bolsonaro. As críticas foram mais firmes em relação ao governo petista. Walter Maciel, CEO da AZ Quest, é o mais polêmico entre os entrevistados. Ele acredita que Flávio Bolsonaro tem chances de ser eleito em primeiro turno e que um ajuste fiscal bem-sucedido pode trazer benefícios significativos para a população.

Os executivos também destacam que seus negócios cresceram durante o último governo, mas atribuem esse crescimento a estratégias individuais de reposicionamento, e não a um crescimento geral da economia. Eles enfatizam a importância de políticas econômicas claras e previsíveis para o desenvolvimento do país.