O meio-campista ganês Thomas Partey enfrenta um obstáculo inesperado em sua jornada na Copa do Mundo de 2026. O jogador, que responde a acusações de estupro no Reino Unidoteve seu visto negado pelo Canadáimpedindo sua participação na partida contra o Panamá em Toronto.
A decisão, tomada pelo Tribunal Federal de Ottawa nesta terça-feira (16), gerou indignação entre os fãs de Gana e levantou questões sobre as diferenças nas leis de imigração entre os países-sede do torneio.
O recurso e a decisão judicial
Os advogados de Partey apresentaram um recurso de última hora ao tribunal canadense, buscando uma medida cautelar extraordinária e obrigatória que permitisse a entrada do jogador no país. No entanto, o juiz Roger Lafreniere rejeitou o pedido, afirmando que a decisão de inadmissibilidade foi proferida legalmente.
A advogada de Partey, Mackeda Bramwellhavia expressado esperança em um desfecho positivo, mas a decisão do juiz deixou a seleção de Gana sem um de seus jogadores mais importantes para a partida contra o Panamá.
As acusações e as diferenças nas leis de imigração
Partey responde a sete acusações de estupro e uma de agressão sexual no Reino Unido, crimes supostamente cometidos entre 2026 e 2026. Embora ainda não tenha sido condenado, as acusações foram suficientes para que o Canadá negasse seu visto, com base em sua legislação de imigração.
O Departamento de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá explicou que cidadãos estrangeiros podem ser considerados inadmissíveis mesmo sem uma condenação no exterior. “Quando há motivos razoáveis para acreditar que um ato que levaria à inadmissibilidade foi cometido por um requerente, ele pode ser considerado inadmissível no Canadá”, afirmou um porta-voz do departamento.
Por outro lado, os Estados Unidosoutro país-sede da Copa do Mundo, concederam visto a Partey. As autoridades americanas avaliam cada caso individualmente, e a ausência de uma condenação judicial foi um fator decisivo na concessão do visto.
Reações e impactos
A decisão do Canadá gerou frustração entre os torcedores de Gana, tanto no país africano quanto na diáspora canadense. Akua Mensahuma canadense de origem ganesa, descreveu a decisão como lamentável.
O ministro das Relações Exteriores de Gana, Sam Okudzeto Ablakwaclassificou a decisão como “arrogante e extremamente injusta” e destacou a importância de Partey para a seleção. “Ele é um membro fundamental da seleção principal de Gana”, afirmou Ablakwa.
Apesar da ausência de Partey, o técnico da seleção de Gana, Carlos Queirozafirmou que a equipe está pronta para enfrentar o desafio. “Meu trabalho é jogar com as cartas que me foram dadas. Estamos aguardando uma decisão. Quando ela for tomada, estaremos prontos”, declarou Queiroz.
A seleção de Gana estabeleceu seu campo-base nos Estados Unidos, na Bryant Universityem Boston, e Partey estará apto a disputar as próximas partidas do Grupo L contra a Inglaterra e a Croácia.



