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Irã garantido na Copa nos EUA; Infantino pede união e Trump minimiza seleção

Em um pronunciamento que buscou enfatizar a dimensão social do futebol, Gianni Infantino reafirmou que o Irã participará da Copa do Mundo de 2026 e que disputará suas partidas em solo norte‑americano. O discurso foi proferido durante o 76º Congresso Anual da Fifa em Vancouver, onde o presidente da entidade defendeu a ideia de que o esporte pode servir como ferramenta de paz e união. Apesar da posição oficial, chamou atenção a ausência de representantes iranianos entre as 211 delegações presentes, o que alimentou perguntas sobre logística e simbolismo.

Poucas horas depois da fala de Infantino, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou publicamente o tema em tom conciliatório e simultaneamente cético. Trump afirmou que aceita a declaração de Infantino e que não pretende impedir a participação iraniana: “se o Gianni diz que o Irã vai jogar, tudo bem para mim”, resumiu. Ao mesmo tempo, colocou em dúvida o potencial competitivo do time, numa abordagem que misturou endosso à organização e redução das chances esportivas do adversário.

O posicionamento de Infantino em Vancouver

No discurso, Infantino enfatizou que a Fifa tem um papel além das arquibancadas e que a presença de todas as seleções é importante para promover encontros entre povos. A mensagem central foi que devemos usar grandes eventos esportivos como oportunidades para nos reconectar, em vez de permitir que conflitos políticos impeçam a realização dos jogos. A declaração também sublinhou que, independentemente das tensões entre países, a vinda dos times aos países‑anfitriões é fundamental para manter a integridade do torneio e o caráter universal da competição.

Reação de Donald Trump

A resposta do presidente americano combinou aceitação institucional com descrença sobre o desempenho do Irã. Trump disse que conversou com Infantino e que o dirigente tem autonomia para decidir sobre a participação das equipes no torneio. Apesar de confirmar que não barraria a presença iraniana, expressou dúvidas sobre a qualidade da seleção, chegando a questionar se o Irã teria condições de chegar longe na competição. Em outra ocasião, relações de autoridade e temas de segurança foram citados por representantes norte‑americanos como motivos de preocupação, mas o posicionamento oficial de que a equipe jogará permaneceu intacto.

Contexto esportivo e logístico

Grupo e adversários

Na fase de grupos, o Irã foi sorteado no Grupo G, ao lado da Nova Zelândia, da Bélgica e do Egito. A seleção iraniana tem estreia prevista contra a Nova Zelândia no dia 15 de junho, enfrenta a Bélgica em 21 de junho e fecha sua participação na primeira fase contra o Egito em 27 de junho. Essas datas e confrontos colocam a equipe em um chaveamento que combina rivais tradicionais com adversários emergentes, exigindo planejamento técnico e adaptação a diferentes estilos de jogo.

Locais, logística e tentativas de mudança

Todos os compromissos do Irã na fase de grupos foram programados para cidades dos Estados Unidos: os dois primeiros jogos estão marcados para Inglewood, na Califórnia, e o terceiro em Seattle. Houve tentativas por parte da delegação iraniana de transferir algum confronto para o México, mas essas propostas não avançaram. Além disso, discussões sobre possíveis implicações de segurança e a ausência de público ou apoio nas arquibancadas apareceram como motivos recorrentes para questionamentos na imprensa e entre dirigentes, sem, contudo, alterar a decisão final da Fifa.

Implicações e perspectivas

O episódio ilustra como a organização de um grande evento esportivo pode se tornar um palco de diplomacia e controvérsia. A confirmação da participação do Irã sinaliza a intenção da Fifa de manter a pluralidade do torneio, enquanto a reação de líderes políticos revela como o futebol continua entrelaçado com percepções de segurança e imagem internacional. Para além das declarações públicas, resta observar como a seleção iraniana organizará sua logística, a presença de torcedores e a resposta das autoridades locais durante os dias dos jogos.

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