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Golpes com criptomoedas crescem no Havaí em redes da Meta

O Departamento de Comércio e Assuntos do Consumidor (DCCA) do Havaí emitiu um alerta sobre o aumento de golpes com criptomoedas nas plataformas da Meta, especialmente no Facebook e no Instagram. Segundo o comunicado, divulgado após um crescimento perceptível de denúncias, golpistas têm aproveitado recursos sociais para atrair vítimas menos experientes usando táticas variadas. A nota citou especificamente que o aviso foi emitido na quinta-feira (16), trazendo orientações para que consumidores não caiam em armadilhas sofisticadas.

As fraudes descritas pelo DCCA combinam interação direta com postagens patrocinadas ou perfis aparentemente legítimos, criando uma sensação de confiança. Os criminosos costumam utilizar perfís clonados e mensagens privadas para solicitar transferências, oferecendo promessas de retorno rápido ou prova social falsa. Essas operações exploram a natureza quase irreversível das transações em carteiras de criptomoedas e o desconhecimento de usuários sobre mecanismos de proteção.

Como os golpes com criptomoedas se desenvolvem

Em muitos casos, o esquema começa com um anúncio falso ou um comentário em uma página popular que redireciona a vítima para um perfil ou site clone. Depois, aparece uma mensagem direta — muitas vezes contendo um link — que promete ganhos rápidos, brindes ou a chance de participar de supostos investimentos exclusivos. Golpistas também usam comprovantes falsos e chats encenados para convencer o usuário a enviar fundos para uma carteira controlada por eles. Uma característica constante é a pressão por decisões imediatas, o que dificulta a checagem de informações por parte da vítima.

Técnicas mais frequentes

Entre as técnicas relatadas estão o phishing por meio de links que imitam exchanges ou serviços de custódia, a criação de perfil falso com fotos e recomendações forjadas, e anúncios que simulam parcerias com celebridades ou empresas. Outro método comum envolve QR codes e aplicativos alternativos que supostamente facilitam transações, mas que na verdade direcionam para carteiras fraudulentas. Os golpistas exploram também a automação — bots que replicam mensagens e respondem rapidamente — para dar aparência de legitimidade em massa.

Medidas práticas para se proteger

Para reduzir o risco, especialistas recomendam verificar cuidadosamente qualquer perfil que ofereça oportunidades de investimento em criptomoedas, checar sinais de verificação oficiais nas contas de marcas e pessoas públicas, e desconfiar de promessas de retornos garantidos. Nunca clique em links recebidos por mensagem sem antes confirmar a fonte; sempre acesse plataformas por meio de URLs oficiais. Ative autenticação de dois fatores nas contas e prefira enviar recursos apenas para serviços conhecidos e regulamentados. Lembre-se de que transferências para carteiras costumam ser irreversíveis, o que torna a prevenção essencial.

Checklist rápido

Passos imediatos antes de transferir

Antes de autorizar qualquer envio, confirme a identidade do interlocutor por outra via; pesquise o nome e a URL da empresa; desconfie de pressa e ofertas que exigem depósitos imediatos; verifique avaliações e reclamações em órgãos de defesa do consumidor; e guarde todas as conversas e documentos comprobatórios caso precise registrar uma denúncia. Se houver suspeita de fraude, o ideal é interromper a comunicação e procurar orientações junto ao DCCA ou às plataformas.

O papel das autoridades e como denunciar

O DCCA do Havaí incentiva vítimas e potenciais alvos a relatar atividades suspeitas para que medidas administrativas e educacionais possam ser tomadas. As denúncias ajudam a mapear padrões e a coordenar ações com as próprias redes sociais e com agências reguladoras. Consumidores que tenham sido abordados ou que perceberam movimentações estranhas devem conservar evidências, como mensagens e capturas de tela, e seguir os canais oficiais para registro de ocorrência. A publicação original do alerta foi disponibilizada em 18/04/2026 às 18:54.

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