in

Fireblocks expande operações em São Paulo em meio a novas regras do Banco Central

A chegada de regras específicas para o setor de criptoativos no Brasil está motivando movimentações estratégicas de empresas globais. A Fireblocks, plataforma de infraestrutura para ativos digitais que processa trilhões em transferências anuais, está ampliando suas operações no escritório de São Paulo. Essa expansão está ligada ao novo marco regulatório que o Banco Central vem estruturando para empresas do segmento.

O contexto regulatório brasileiro, discutido em consultas públicas, vem sendo organizado com foco tanto em proteção como em viabilizar a entrada de players institucionais.

Em declarações públicas, representantes do regulador indicaram um horizonte de atuação para normas destinadas a provedores destinados a instituições, e não ao varejo.

Por que a Fireblocks está chegando mais forte ao mercado brasileiro

A decisão da Fireblocks de ampliar a equipe e a operação em São Paulo reflete a expectativa de maior demanda por serviços de infraestrutura segura para custódia, transferência e liquidação de ativos digitais. Empresas desse tipo oferecem soluções que reduzem a complexidade operacional e o risco para instituições financeiras e grandes investidores que buscam exposição a criptoativos.

O movimento pode ser comparado a uma cadeia de suprimentos que se reorganiza após a construção de uma nova rodovia: com regras claras, mais instituições se sentem confortáveis em trafegar pelo mercado e demandam infraestrutura robusta. Para operadores como a Fireblocks, isso significa adaptar times, compliance e suporte local para atender a clientes institucionais.

O que o Banco Central pretende regular

O Banco Central anunciou que pretende avançar na regulação das Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs) que atendem instituições no horizonte 2026-. Segundo Antônio Marcos Guimarães, chefe-adjunto do Departamento de Regulação do BC, os critérios finais de autorização estão sendo concluídos e empresas já operantes terão um prazo para se adequar.

Importante ressaltar que o foco do regulador é diferente do que normalmente se vê em regras para varejo: aqui o objetivo é criar um arcabouço para empresas que provêm infraestrutura tecnológica e liquidez para outras instituições, um universo que inclui nomes como Fireblocks, BitGo, Ripple e Wintermute.

Complexidade técnica e modelo operacional

O regulador explicou que a complexidade de regular esse segmento decorre do funcionamento descentralizado e técnico dessas empresas: não existe um único sistema de corretagem e as operações frequentemente ocorrem em redes privadas e infraestruturas compartilhadas. Em vez de uma troca centralizada, o mercado institucional tende a operar por meio de protocolos e acordos entre entidades autorizadas.

Essa característica exige que as normas contemplem elementos de governança, segurança cibernética e regras claras para provisão de liquidez e execução, permitindo que instituições atuem com previsibilidade jurídica.

Impactos esperados para o mercado brasileiro

Com a regulação direcionada para PSAVs institucionais, espera-se um aumento na participação de bancos, gestores e corretoras que buscam exposição em criptoativos sem abrir mão de controles robustos. A presença reforçada de provedores de infraestrutura no país tende a reduzir barreiras de entrada e a aumentar a oferta de serviços profissionais.

Para investidores e instituições, isso pode significar maior disponibilidade de produtos estruturados, serviços de custódia qualificada e operações de liquidez com contrapartes regulamentadas. Para empresas de infraestrutura, a exigência regulatória também traz responsabilidade maior em termos de compliance e auditoria contínua.

Perspectivas e passos seguintes

O cronograma mencionado pelo BC, que projeta avanços entre 2026 e, dá às empresas tempo para se prepararem, ajustar processos e obter autorizações necessárias. Enquanto isso, players como a Fireblocks se posicionam localmente para oferecer suporte, cumprir requisitos e aproveitar a janela de oportunidade criada pela formalização das regras.

O movimento também serve como sinal para o ecossistema: a formalização de normas técnicas e operacionais deve atrair capital institucional e estimular a profissionalização do mercado brasileiro de criptoativos. Observadores do setor acompanham de perto a implementação dessas regras e a resposta das empresas que oferecem infraestrutura e serviços para clientes institucionais.

Nota: reportagens sobre esse tema e movimentações de mercado foram publicadas e discutidas em diferentes veículos, com registro de atividade relevante em 22/02/2026.

fireblocks amplia operacoes no brasil apos avanco da regulacao de criptoativos o que isso significa para investidores 1771825329

Fireblocks amplia operações no Brasil após avanço da regulação de criptoativos — o que isso significa para investidores?