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Falso carteiro detido em Seattle em caso de roubo de criptomoedas

Um incidente em Seattle resultou na prisão de um homem de 31 anos que, segundo relatos locais, se apresentou como entregador do USPS para abordar um investidor de 52 anos. Ao atender a porta, a vítima recebeu uma correspondência e foi orientada a ler seu conteúdo; o bilhete continha uma exigência de pagamento em criptomoedas, o que desencadeou uma sequência de violência dentro da residência.

A rápida intervenção policial impediu que a situação evoluísse para um crime ainda maior: durante a ação, agentes encontraram o suspeito em luta corporal com as vítimas e efetuaram a detenção em flagrante.

O que aconteceu em Seattle

O episódio ocorreu na tarde de sexta-feira (20), por volta das 14h16, horário local. Testemunhas e registros policiais mostram que o homem vestia um uniforme identificado com o Serviço Postal dos Estados Unidos e carregava uma bolsa típica da empresa. Após entregar uma carta que exigia pagamento em cripto, ele forçou a entrada na casa e agrediu o investidor e sua esposa, de 50 anos. A vítima principal foi encaminhada ao hospital com queixas de dor no peito, enquanto o suspeito ficou algemado e foi questionado sobre sua ligação com o USPS, respondendo apenas “advogado”.

Itens apreendidos e a suspeita de plano mais amplo

A revista da bolsa do detido revelou um conjunto de objetos que, segundo a polícia, indicam intenção de manter vítimas sob coação: havia equipamentos eletrônicos, um bloqueador de sinal eletrônico, tasers, fita adesiva, sacos plásticos, abraçadeiras, um celular, luvas de plástico, máscara facial, gorro preto e óculos escuros. Esses materiais são compatíveis com táticas já observadas em crimes contra detentores de ativos digitais, em que assaltantes mantêm proprietários sob tortura até a transferência dos fundos.

Contexto e tendência global

Dados compilados pelo desenvolvedor Jameson Lopp apontam que este foi o 16º ataque físico contra investidores de criptomoedas em 2026, e o segundo registrado nos Estados Unidos neste ano. Episódios semelhantes foram noticiados em outros países, incluindo casos na Bélgica, Filipinas e Turquia. A análise das ocorrências indica um padrão: criminosos se passam por profissionais (como carteiros ou policiais) para ganhar acesso e confiança antes de agir.

Casos anteriores relevantes

Em 2026 houve um episódio notório em Bali, na Indonésia, quando indivíduos se passaram por policiais e levaram cerca de R$ 1,5 milhão em criptomoedas de um magnata russo. Já em 2026, além do caso de Seattle, houve outro ataque nos EUA em 31 de janeiro, em Scottsdale, Arizona, em que dois suspeitos também utilizaram a farsa de entregadores. Na França, onde a onda de violência contra investidores acompanhou tendências de 2026, foram registrados 11 casos apenas nos dois primeiros meses de 2026; um dos episódios mais comentados foi a tentativa de invasão à casa de David Princay, presidente da Binance na França, em 12 de fevereiro.

Consequências legais e recomendações de segurança

O homem preso enfrenta acusações que incluem duas contendas por agressão e uma por falsidade ideológica. Além das medidas criminais imediatas, o episódio reforça a necessidade de práticas de proteção para quem mantém ativos digitais. Especialistas em autocustódia recomendam o uso de carteiras frias, verificação de identidades antes de abrir portas e rotinas de segurança doméstica que desvinculem a gestão de chaves privadas de procedimentos presenciais.

Para investidores, algumas ações práticas incluem manter rotinas de backup seguras, nunca compartilhar chaves privadas por telefone ou em papel entregue por terceiros, e desconfiar de abordagens que exijam transferências imediatas. A documentação encontrada com o suspeito, assim como o histórico de ataques em outros países, mostra que criminosos adaptam artifícios sociais para explorar vulnerabilidades humanas — por isso a combinação entre tecnologia e disciplina operacional é essencial para reduzir riscos.

A inteligência policial e a resposta rápida impediram um desfecho mais grave, mas a repetição desses episódios globalmente evidencia a necessidade de maior conscientização e medidas de proteção contínuas por parte da comunidade cripto e das autoridades.