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Dividendos da Petrobras: quem recebe e calendário de pagamentos

A Petrobras anunciou em Assembleia Geral Ordinária a aprovação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício social de 2026 no total de R$ 41,2 bilhões. Esse montante corresponde a R$ 3,19936420 por ação — válida tanto para PETR3 quanto para PETR4 — e engloba antecipações já aprovadas e pagas ao longo de 2026. As antecipações totalizaram, segundo a companhia, R$ 33.164.450.734,32, corrigidas pela taxa Selic até 31/12/2026, e completam o quadro da distribuição anual.

Além desse montante já liberado, a petroleira propôs a distribuição referente ao quarto trimestre de 2026 no valor de R$ 8.071.299.265,68, o que representa R$ 0,62622908 por ação antes de atualização financeira. Esse valor será atualizado pela Selic entre o encerramento do exercício social e as datas de pagamento. Considerando apenas a correção até a data de corte, houve um acréscimo de R$ 0,02629910 por ação, elevando o bruto até a data de corte para R$ 0,65252818 por ação.

Cronograma e condição para recebimento

Para ter direito aos proventos pagos pela Petrobras é necessário estar posicionado nas ações na data de corte definida pela companhia. No caso dos papéis negociados na B3, a data de corte é 22 de abril de 2026; a partir de 23 de abril de 2026 as ações passam a ser negociadas ex-direitos. A petroleira informou que o montante relativo ao quarto trimestre será atualizado pela Selic até as datas efetivas de pagamento e será distribuído em duas parcelas iguais.

Calendário para ações na B3

Os detentores de ações emitidas pela estatal na bolsa brasileira receberão as duas parcelas em datas distintas: a primeira parcela no valor de R$ 0,32626409 por ação será paga em 20 de maio de 2026 e a segunda, do mesmo valor, em 22 de junho de 2026. Ambos os pagamentos serão efetuados na forma de juros sobre capital próprio (JCP), e o valor final de cada parcela será atualizado pela Selic entre 31/12/2026 e as datas de pagamento.

Calendário para holders de ADRs

Investidores que detêm recibos de ações negociadas nos Estados Unidos (ADRs) têm um cronograma paralelo. A data de corte para ADRs será 24 de abril de 2026, com o primeiro pagamento a partir de 28 de maio de 2026 e a segunda parcela a partir de 29 de junho de 2026. Assim como para os papéis negociados na B3, os valores destinados aos ADRs serão atualizados pela taxa Selic até as respectivas datas de liquidação.

Forma de pagamento e impacto por ação

Do ponto de vista prático, o pagamento parcelado transforma os R$ 0,65252818 por ação (valor bruto até a data de corte) em duas entradas iguais de R$ 0,32626409. A natureza escolhida pela companhia foi juros sobre capital próprio, o que implica procedimentos contábeis e fiscais específicos para cada investidor conforme sua condição tributária. É importante destacar que a atualização monetária pela Selic continuará até o efetivo pagamento, de modo que o valor nominal informado para cada parcela poderá aumentar entre a data de corte e os dias de crédito.

O que isso significa para o investidor

Para quem acompanha a carteira ou avalia entradas e saídas, a determinação da data de corte é o ponto central: apenas quem mantiver as ações até 22 de abril de 2026 (B3) ou 24 de abril de 2026 (ADRs) terá direito ao pagamento. A negociação ex-direitos a partir de 23 de abril de 2026 tende a refletir esse ajuste no preço das ações. Por fim, embora os valores e o cronograma já estejam definidos pela Petrobras, recomenda-se que cada investidor consulte seu assessor ou contador sobre a forma como os JCP afetarão a tributação e o fluxo de caixa pessoal.

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