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29 junho 2026

Descubra Como Investir em Portugal e Obter Renda Passiva em Euros

Descubra como investir em Portugal pode ser uma excelente estratégia para obter renda passiva em euros, aproveitando benefícios fiscais e diversificando seus investimentos.

Descubra Como Investir em Portugal e Obter Renda Passiva em Euros

Investir em Portugal tem se tornado uma opção atraente para brasileiros que buscam renda passiva em euros e diversificação de carteira. Com um ambiente fiscal favorável e diversas opções de investimento, o país oferece vantagens significativas para quem deseja aplicar recursos no exterior.

André Moura, sócio da Nau Capital, destaca que Portugal oferece um tratamento preferencial para investimento estrangeiro o que pode melhorar significativamente a rentabilidade da carteira. Além disso, a parceria entre a Nau Capital e o grupo Plural facilita o acesso a fundos de investimento e outros produtos financeiros no mercado português.

Opções de Investimento em Portugal

Para brasileiros, abrir uma conta de não-residente em corretoras europeias como Interactive BrokersDEGIRO e XTB é um processo simples e totalmente online. Além disso, bancos portugueses como o BNI Europa e o Millennium bcp aceitam a abertura de contas para não residentes, utilizando o passaporte como documento de identificação.

Uma das opções mais populares entre os brasileiros é o Fundo de Capital de Risco (FCR) que combina características de fundos de investimento em participações (FIP) e venture capital. Esses fundos investem em startups ou negócios em expansão e são geralmente fechados, com um prazo de 5 a 10 anos até a liquidação.

Benefícios Fiscais para Investidores Estrangeiros

Investidores de fora de Portugal que aplicam em FCRs podem se beneficiar da isenção do imposto de renda português sobre os rendimentos da carteira, desde que o fundo invista em setores como tecnologia, energia, saúde ou indústria. No entanto, se o FCR for classificado como uma estrutura imobiliária, a tributação será de 10%.

Os SIGIs (Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária) equivalentes aos Fundos Imobiliários (FIIs) no Brasil, não costumam distribuir renda mensalmente. A periodicidade dos rendimentos varia conforme o regulamento do veículo, podendo ser trimestral, semestral ou anual.

Seguros de Capitalização: Uma Alternativa Atraente

Os Seguros de Capitalização em Portugal têm ganhado popularidade entre investidores internacionais devido à sua regressividade fiscal. Enquanto a taxa padrão de imposto sobre investimentos em Portugal é de 28%, investidores de longo prazo podem ver essa alíquota cair para 11,2% após oito anos.

A legislação portuguesa estipula que a base tributável do investimento diminui com o tempo. Para resgates feitos com menos de cinco anos, a taxa cobrada é de 28%. Entre cinco e oito anos, a taxa efetiva cai para 22,4%. Após oito anos, apenas 40% do lucro gerado pelo fundo pode ser tributado, resultando em uma alíquota efetiva de 11,2%.

Estratégias de Resgate e Planejamento Tributário

Para brasileiros, a vantagem prática desse modelo é a possibilidade de estruturar uma estratégia de resgates parciais programados após o oitavo ano, criando uma espécie de salário em euros com menor incidência de imposto. Além disso, devido ao acordo para evitar a dupla tributação entre Brasil e Portugal, o investidor pode compensar o imposto pago na Europa diretamente em sua declaração anual do IRPF.

É importante notar que, diferentemente do VGBL brasileiro, onde cada aporte tem seu próprio relógio de tributação, no regime português a alíquota é sempre a mesma, mas a base tributável diminui com o tempo. Para se beneficiar das taxas reduzidas, pelo menos 35% do total de aportes planejados devem ser realizados na primeira metade do prazo do contrato.

Cenário Atual dos Fundos Imobiliários

No dia 29 de junho de 2026, os fundos imobiliários continuaram a atrair a atenção dos investidores que buscam renda passiva e diversificação. O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou a última semana com desempenho positivo, impulsionado pela valorização e por novidades relevantes envolvendo importantes fundos.

O IFIX encerrou o pregão aos 3.806,50 pontos, registrando alta de 0,29%. Além disso, o índice voltou a superar a marca psicológica dos 3.800 pontos, sinalizando um momento positivo para o setor. Na comparação semanal, o IFIX apresentou uma valorização de 0,17%.

Entre os fundos mais negociados, destacaram-se o MXRF11 (Maxi Renda) o GGRC11 (GGR Covepi Renda) e o GARE11 (Guardian Logística). Esses números mostram que os investidores continuam distribuindo seus recursos entre fundos de papel, logística, renda urbana e ativos ligados ao setor imobiliário.

O HGRU11 (Pátria Renda Urbana) concluiu mais uma etapa da sua sexta emissão de cotas, movimentando aproximadamente R$ 1,27 milhão. Já o TRXF11 anunciou uma importante expansão do seu portfólio logístico, com investimentos previstos de aproximadamente R$ 82,5 milhões.

O cenário atual dos fundos imobiliários apresenta estabilidade com viés positivo, com o IFIX permanecendo acima dos 3.800 pontos. Grandes fundos seguem anunciando novas captações e investimentos estratégicos, demonstrando que o mercado continua aquecido, principalmente nos segmentos de logística e renda urbana.

Autor

Bruno Costa