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5 junho 2026

Como o Banco Inter está transformando a diversificação de carteiras no exterior

O Banco Inter identifica um potencial bilionário em investimentos internacionais, incentivando clientes a diversificarem suas carteiras para além do mercado brasileiro.

Como o Banco Inter está transformando a diversificação de carteiras no exterior

O Banco Inter está explorando uma oportunidade significativa no mercado de investimentos internacionais. Enquanto especialistas da instituição recomendam que cerca de 20% do patrimônio seja investido no exterior, a realidade dos clientes ainda está aquém desse ideal.

Mesmo entre os investidores mais sofisticados, com patrimônio superior a R$ 1 milhão, a alocação média em ativos internacionais é de apenas 6%. Essa disparidade representa um vasto potencial de crescimento para a plataforma global do banco.

O potencial não explorado dos investimentos internacionais

Mônica Saccarellidiretora de investimentos do Inter, destaca que o banco já superou uma barreira crucial: o acesso. Atualmente, a instituição conta com mais de 5 milhões de contas globais e cerca de 1 milhão de investidores ativos no exterior.

No entanto, o desafio atual não é apenas abrir contas, mas aumentar a participação dos investimentos internacionais dentro das carteiras dos clientes. A internacionalização do patrimônio deixou de ser uma discussão restrita aos clientes de alta renda e passou a ser uma pauta relevante para investidores de diversos perfis.

Muitos brasileiros ainda concentram a maior parte de seus recursos no mercado local, que, embora relevante, é relativamente pequeno quando comparado ao universo de oportunidades disponíveis globalmente.

Acesso a setores transformacionais

Felipe Marcíliohead de investimentos globais do Inter, enfatiza que investir no exterior vai além da busca por proteção contra riscos domésticos ou exposição ao dólar. O principal benefício está no acesso a empresas, setores e tendências que não existem no mercado brasileiro.

Marcílio compara o mercado global a um supermercado com centenas de produtos distribuídos por dezenas de corredores. Investir exclusivamente no Brasil seria como explorar apenas uma pequena parte desse universo.

“Você não está acessando as outras opções. Investir lá fora vai além de buscar retorno ou proteção contra o risco doméstico; é ter acesso a setores transformacionais, como a tecnologia de ponta, que simplesmente não estão listados na B3”, afirma Marcílio.

Embora a bolsa local reúna grandes players de setores como bancos, commodities, energia e varejo, áreas que lideram transformações globais, como inteligência artificial, semicondutores, computação em nuvem e biotecnologia, estão concentradas principalmente nos mercados internacionais.

Democratização dos investimentos globais

O Inter está apostando na democratização dos investimentos internacionais como um dos pilares de sua estratégia. “Com um dólar você já consegue investir. Trouxemos essa democratização para quem não precisa de milhões”, afirma Saccarelli.

A ideia do Inter não é apenas competir com os pares pelo topo da pirâmide, mas começar por baixo e acompanhar o cliente ao longo de diferentes fases da vida financeira.

“A geração mais nova começa com a gente no Brasil, vai fazer faculdade lá fora, vira cliente global e começa a investir. Conseguimos acompanhar toda essa jornada”, diz a executiva.

Essa estratégia passa por ampliar o acesso a produtos que, até poucos anos atrás, estavam concentrados em plataformas voltadas ao segmento private, que concentra clientes de altíssima renda. Ao mesmo tempo, o Inter busca atender perfis mais básicos de investidores, incluindo clientes que desejam manter recursos em dólar para viagens internacionais ou diversificar parte da reserva financeira.

Superando barreiras culturais

Ainda que a barreira financeira tenha diminuído, o Inter avalia que o obstáculo cultural continua relevante. Segundo Saccarelli, um dos principais entraves dos investidores ainda está relacionado à percepção de complexidade.

Questões tributárias, regras de declaração e o funcionamento dos mercados internacionais continuam aparecendo entre as dúvidas mais frequentes dos clientes.

“O que mais recebemos de perguntas é sobre como é complicado, como paga o imposto. Existe muita barreira por falta de conhecimento, e nosso papel é mostrar que não é esse bicho de sete cabeças”, afirma Saccarelli.

Autor

Bruno Costa