A Copa do Mundo de 2026 está servindo como um palco para uma intensa rivalidade entre as gigantes do esporte Nike e Adidas. Enquanto a seleção dos Estados Unidos veste uniformes da Nike, muitos torcedores optam por camisas retrô da Adidas, uma homenagem ao estilo de 1994.
A Adidas, com quase seis décadas de história no futebol, está explorando o apelo cultural do esporte para ganhar vantagem sobre a Nike. A marca alemã relançou a camisa vintage dos EUA de 1994 e está investindo em produtos retrô e colaborações com celebridades, como o tênis de futebol Bad Bunny F50 Ghost Sprint que será vendido por US$ 160 antes da final.
Estratégias de marketing e desafios financeiros
A Adidas está apostando na ideia de que o futebol é um esporte cultural segundo Sam Handy, diretor de futebol da empresa. No entanto, a eficácia dessas colaborações com figuras da moda e a venda de milhões de camisas de Lionel Messi ainda são incertas. As empresas raramente divulgam quanto investem no esporte, dificultando a avaliação de suas estratégias por parte dos investidores.
A Bloomberg Intelligence estima que a Adidas possa alcançar € 1,2 bilhão em vendas durante a Copa. No primeiro trimestre, a empresa registrou € 250 milhões em vendas relacionadas ao torneio, com um aumento de 31% na demanda por roupas esportivas em relação ao ano anterior. Apesar disso, as ações da Adidas, Nike e Puma vêm caindo desde o início do ano passado, enfrentando forte concorrência de marcas especializadas em corrida, como Hoka, New Balance e On.
A batalha das chuteiras e camisas
A Nike lidera a artilharia das chuteiras na Copa do Mundo de 2026, com 105 gols na fase inicial, graças a jogadores como Kylian Mbappé, Erling Haaland e Vinícius Júnior. A Adidas, por sua vez, tem a maior goleadora do torneio, Lionel Messi, e lidera os gols contra com cinco tentos. A disputa pelas camisas também é equilibrada, com a Nike na frente com 67 gols, seguida pela Adidas e Puma.
A Nike está revitalizando sua linha principal de corrida e apostando no futebol como próximo passo. A campanha Rip the Script com participações de LeBron James, Travis Scott e Kim Kardashian, reforça a rivalidade com a Adidas. A marca americana também será a fornecedora da seleção alemã a partir de 2027, em um contrato estimado em € 100 milhões por ano.
Inovações e nostalgia no mercado
A Adidas está colocando seu logo trefoil em camisas de seleções como Argentina, Alemanha e Espanha, enquanto a Nike responde com o logo Jumpman de Michael Jordan na camisa do Brasil. A Puma também está investindo em moda e lifestyle, lançando chuteiras e coleções em parceria com artistas e designers.
Produtos ligados ao futebol podem virar sucessos globais, como o modelo Samba da Adidas, criado por Adi Dassler em 1949. A Adidas está apostando no passado para capturar não só o lado financeiro, mas também o emocional dos torcedores. Enquanto isso, a Nike busca se recuperar após um período difícil, indicando sinais de recuperação com sua presença no torneio.


