No dia 9.mai.2026, em Florianópolis, o PL confirmou a composição que vai compor o palanque do partido em Santa Catarina, oficializando o apoio à reeleição do governador Jorginho Mello e apresentando como candidatos ao Senado o ex-vereador Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni. O ato político, realizado no Stage Music Park, em Jurerê, teve a presença marcante do senador Flávio Bolsonaro, que liderou o lançamento e fez duras críticas ao governo federal e ao STF.
Durante o evento, foram reiterados os lemas do grupo e exibidos áudios e slogans que reforçam a identidade política do movimento.
O lançamento consolidou a chamada chapa puro-sangue projetada pela família e aliados próximos, que também incluiu o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva entre os nomes anunciados para a disputa estadual. A cerimônia combinou discursos de ataque institucional — com destaque para posicionamentos contrários ao STF e ao presidente Lula — e elementos de mobilização simbólica, como a entrega de um “passaporte” representando o compromisso com Santa Catarina e a apresentação de um novo jingle de campanha.
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Composição e vaivém de apoios
A confirmação de Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni para as vagas ao Senado ocorreu após semanas de negociações internas no estado, que chegaram a tensionar alianças. O acerto deixou de fora o senador Esperidião Amin (PP-SC), que vinha articulando a própria reeleição e acabou realinhando-se a uma outra frente estadual. No palco, a deputada Caroline de Toni reconheceu a disputa e celebrou a união, enquanto Carlos Bolsonaro apareceu emocionado ao falar sobre laços familiares e sua ligação com o estado; ambos reforçaram a narrativa de unidade em torno da candidatura do governador.
Tensões internas em Santa Catarina
O arranjo da chapa expôs descontentamentos locais: aliados que esperavam vagas foram remanejados e houve ameaças de migração partidária por parte de alguns pré-candidatos. A decisão com aval da liderança nacional do partido gerou críticas e acomodou interesses da família Bolsonaro, mas também deixou claro que a estratégia prioriza a formação de palanques robustos para a eventual candidatura nacional de Flávio Bolsonaro. No ato, a substituição de nomes e a saída de possíveis apoios demonstraram a lógica de centralização das escolhas eleitorais pelo núcleo bolsonarista.
Discursos, propostas e confrontos institucionais
Os discursos do evento foram marcados por mensagens duras contra o governo federal e o Supremo Tribunal Federal. Flávio Bolsonaro acusou o presidente Lula de medidas que, segundo ele, prejudicaram aposentados e setores da educação, e defendeu cortes de despesas e carga tributária como caminho para a recuperação econômica. Entre as propostas mais polêmicas anunciadas estiveram o apoio à redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro e a retórica em defesa de uma ampliação das ações de segurança pública, tema reiterado por Jorginho Mello ao comentar o aumento da letalidade em confrontos entre policiais e criminosos.
Retórica contra o STF e ênfase na liberdade
No plano institucional, membros do PL fizeram severas acusações ao STF, com pedidos de enfrentamento aos ministros e críticas à condenação e à prisão do ex-presidente: referências à detenção domiciliar e a chamadas por medidas protetivas à liberdade de expressão foram repetidas. O pré-candidato a vice-governador, Adriano Silva, aprofundou o discurso contra cortes do Judiciário, enquanto Carlos afirmou que, se eleito, pretende atuar como uma peça no xadrez político para “reequilibrar poderes”.
Impacto eleitoral e símbolos do evento
Além das negociações internas e dos ataques institucionais, o lançamento serviu para consolidar palanques regionais com vistas às eleições. Foram apresentados também outros nomes ligados à família, como Jair Renan Bolsonaro, como pré-candidato à Câmara, e entoado novo jingle cujo refrão reforça mensagens otimistas sobre o futuro do país. A cerimônia renovou lemas como Deus, pátria, família e liberdade e Brasil acima de tudo, Deus acima de todos, sinalizando que a campanha seguirá alinhada a símbolos já conhecidos do eleitorado bolsonarista.

