A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou uma carta à Fifa protestando contra a anulação de um gol de Vinicius Junior durante a partida contra a Escócia na Copa do Mundo 2026. O lance, que ocorreu no primeiro tempo, foi anulado após revisão do VAR apesar de o árbitro em campo, César Ramos não ter marcado a infração inicialmente.
A decisão gerou controvérsia e levou a CBF a questionar a consistência na aplicação do árbitro de vídeo durante o torneio. A entidade brasileira argumenta que a anulação do gol não se alinha com os critérios adotados em outras situações similares.
Controvérsia envolvendo o árbitro César Ramos
O árbitro mexicano César Ramos já havia sido alvo de críticas da CBF em 2018, durante a Copa do Mundo na Rússia. Na ocasião, ele apitou a partida entre Brasil e Suíça gerando polêmica ao validar um gol suíço com ajuda do VAR, mesmo com uma falta evidente no lance.
A CBF argumenta que o histórico de Ramos deveria ser considerado pela Fifa na designação de árbitros para partidas envolvendo a seleção brasileira. A entidade sugere que a Fifa evite escalar Ramos em jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026.
CBF defende critérios consistentes para o VAR
Na carta enviada à Fifa, a CBF destaca a importância de aplicar os critérios do VAR de forma consistente e transparente. A entidade cita como exemplo o lance que resultou no primeiro gol de Lionel Messi contra a Áustria na segunda rodada do Grupo J, onde o árbitro em campo manteve sua decisão inicial.
A CBF argumenta que a anulação do gol de Vini Jr. não se enquadra na filosofia adotada pela arbitragem durante a competição, que prioriza respeitar a interpretação do árbitro em campo e limitar a intervenção do VAR a situações de erros claros e evidentes.
A seleção brasileira garantiu a classificação para a segunda fase da Copa do Mundo 2026 após a vitória sobre a Escócia. O próximo desafio será contra o Japão segundo colocado do Grupo F, com o jogo marcado para a próxima segunda-feira, 29, às 14 horas (horário de Brasília), no AT&T Stadium em Houston.


