Em um desenvolvimento significativo, o presidente dos Estados UnidosDonald Trump e o presidente do IrãMasoud Pezeshkian assinaram oficialmente um acordo de paz que põe fim ao conflito entre as duas nações. O documento foi assinado na noite de quarta-feira, 8 de junho de 2026, após um jantar relacionado à cúpula do G7 no Palácio de Versalhes na França.
O acordo, que foi anunciado inicialmente no domingo, 14 de junho, marca um avanço significativo na resolução do conflito que começou em 28 de fevereiro deste ano, quando forças dos EUA e de Israel atacaram o Irã. O acordo inclui a suspensão do bloqueio dos EUA ao Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz uma rota crucial para o abastecimento global de petróleo e gás.
Termos do Acordo e Reações Internacionais
O acordo preliminar, que foi mediado pelo primeiro-ministro do PaquistãoShehbaz Sharif prevê o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. O Estreito de Ormuz será reaberto na sexta-feira, 19 de junho, permitindo a livre circulação de petróleo e gás.
Trump anunciou a reabertura do estreito em sua plataforma Truth Social declarando: “Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!” Os preços do petróleo caíram com a notícia, com os futuros do petróleo Brent caindo 4% no início das negociações na segunda-feira.
O ministro da Defesa de IsraelIsrael Katz afirmou que as Forças Armadas israelenses permanecerão nas zonas de segurança no Líbano na Síria e em Gaza por tempo indeterminado. Katz também advertiu que, se o Irã atacar Israel devido aos eventos no Líbano Israel responderá com toda a sua força.
Implicações Econômicas e Políticas
O acordo teve um impacto imediato nos mercados financeiros. Os futuros de Nova York ampliaram a alta, com o Dow Jones subindo 0,4% e o Nasdaq avançando 0,8%, enquanto os contratos futuros do petróleo recuaram 0,9%, com o WTI a US$ 75,33.
A chefe de política externa da União EuropeiaKaja Kallas afirmou que o acordo marca um “avanço potencial” na guerra e que a UE está pronta para contribuir para uma resolução sustentável. Kallas destacou que a UE está preparada para suspender as sanções contra o Irã em resposta a “medidas claras e verificáveis” para limitar seu programa nuclear.
O acordo também foi recebido com cautela por alguns membros do Congresso dos EUA. O senador republicano Lindsey Graham elogiou o acordo, mas afirmou que estaria “acompanhando de perto” as próximas negociações sobre o programa nuclear iraniano. “De acordo com nossa lei, qualquer acordo nuclear com o Irã será enviado ao Congresso para análise e votação”, disse ele.
Futuras Negociações e Desafios
O acordo preliminar estabelece um período de cessar-fogo de 60 dias, durante o qual os dois países negociarão os detalhes de um acordo final. O destino do programa nuclear do Irã uma questão espinhosa, também será abordado nessas negociações posteriores.
O vice-ministro das Relações Exteriores do IrãKazem Gharibabadi afirmou que um acordo mais abrangente sobre o conflito O acordo também prevê o alívio das sanções contra o Irã.
O acordo foi selado apesar de um ataque israelense ao Líbano no domingo, que atraiu críticas tanto do Irã quanto de Trump. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu discordou de Trump quanto às exigências americanas de que Israel restrinja sua ação militar no Líbano para permitir que os EUA cheguem a um acordo com o Irã.
Líderes fora do Oriente Médio que acompanhavam o conflito com cautela, receberam bem o anúncio. Em declaração conjunta, Reino UnidoAlemanhaFrança e Itália afirmaram estar preparados para suspender as sanções contra o Irã em resposta a “medidas claras e verificáveis” para limitar seu programa nuclear.



