No último dia 28 de novembro, a Bity promoveu o evento Cripto Payments em São Paulo, reunindo profissionais renomados das áreas financeira e jurídica. O foco do encontro foi explorar como as stablecoins e a blockchain estão impactando as operações de câmbio e pagamentos internacionais no Brasil.
O CFO da Bity, Ibiaçu Caetano, abriu a discussão ressaltando a importância de operar com stablecoins de forma segura e em conformidade com as regulamentações.
Segundo ele, o mercado de câmbio já está vivendo uma nova realidade, onde a compliance e o controle de riscos são fundamentais. “O câmbio com stablecoins é uma realidade; agora, é essencial que o setor aprenda a operar de forma clara e segura”, explicou Caetano.
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Benefícios das stablecoins nas transações internacionais
A adoção das stablecoins traz uma série de vantagens operacionais que têm atraído a atenção das empresas. Durante o evento, Caetano destacou a velocidade das transações, que podem ser liquidadas em segundos, além da operação contínua 24 horas por dia, 7 dias por semana. Essa mudança representa um avanço significativo em relação aos métodos tradicionais, que muitas vezes enfrentam atrasos e custos elevados.
Ele comparou o impacto das stablecoins à introdução do sistema de pagamentos Pix, que revolucionou as transferências bancárias no Brasil. “Assim como o Pix facilitou as transações instantâneas, as stablecoins também estão criando novas oportunidades no câmbio”, argumentou. A possibilidade de liquidação imediata sem depender de múltiplos sistemas bancários é um dos principais atrativos dessa nova tecnologia.
Compliance e regulamentação no uso de stablecoins
Durante a discussão, os advogados Amanda Blum e Marcelo de Castro, do escritório Machado Meyer, abordaram os desafios e as oportunidades trazidas pelas resoluções 520 e 521 do Banco Central. Eles explicaram que as corretoras de câmbio devem garantir que as stablecoins enviadas a exchanges internacionais estejam em conformidade com as diretrizes do Banco Central, o que fortalece a segurança nas transações.
Além disso, Eduardo de Paiva Gomes, sócio da Paiva Gomes Advogados, trouxe insights sobre a tributação das operações com ativos virtuais. Ele destacou que, embora as transações internas com stablecoins não sejam consideradas liquidação de câmbio, operações de nacionalização e remessas internacionais continuam sujeitas a impostos. Essa análise é crucial para que as empresas se mantenham em conformidade com a legislação vigente.
O futuro das stablecoins e sua influência no mercado global
Caetano também apresentou uma perspectiva mais ampla sobre o papel das stablecoins no contexto econômico global. Ele previu que emissoras como Tether e Circle se tornarão líderes na compra de títulos do Tesouro americano até 2030, reforçando a importância dessas moedas digitais na política monetária internacional.
“Os Estados Unidos estão reconhecendo as stablecoins como ferramentas estratégicas, essenciais para a estabilidade do dólar e a redução da vulnerabilidade da dívida americana. O Brasil precisa entender seu papel nessa transformação”, afirmou Caetano.
A tecnologia Bity Payments e suas funcionalidades
A Head de Payments da Bity, Eginara Nery, apresentou a plataforma Bity Payments, que permite a conversão de reais e dólares em stablecoins como USDT e USDC. Essa estrutura foi projetada para facilitar as operações financeiras, oferecendo rapidez e rastreabilidade. Eginara detalhou que o sistema opera com subcontas individualizadas, possibilitando uma gestão eficaz e segregação total dos fundos.
Com a automação do processo de onboarding e a integração via API, os usuários podem realizar transações sem a necessidade de entender toda a complexidade da liquidação. “O que antes levava dias, agora pode ser feito em questão de horas, trazendo uma nova perspectiva para pagamentos internacionais”, concluiu Eginara.
O CFO da Bity, Ibiaçu Caetano, abriu a discussão ressaltando a importância de operar com stablecoins de forma segura e em conformidade com as regulamentações. Segundo ele, o mercado de câmbio já está vivendo uma nova realidade, onde a compliance e o controle de riscos são fundamentais. “O câmbio com stablecoins é uma realidade; agora, é essencial que o setor aprenda a operar de forma clara e segura”, explicou Caetano.0
