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26 agosto 2026

Presidente Lula celebra avanços militares e reforça importância de recursos para Defesa

O presidente Lula destacou a inclusão de mulheres nas Forças Armadas e reforçou a necessidade de investimentos contínuos em Defesa durante cerimônia no QG do Exército.

Presidente Lula celebra avanços militares e reforça importância de recursos para Defesa

Luiz Inácio Lula da Silva participou de cerimônia no Quartel-General do Exército em Brasília no Dia do Soldado, onde celebrou a inclusão de mulheres nas Forças Armadas e reforçou a necessidade de mais recursos para a Defesa. O evento ocorreu com a presença do comandante do Exército, general Tomás Paiva do ministro da Defesa José Múcio e de autoridades como os ministros do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin e Gilmar Mendes além do senador Hamilton Mourão.

O tema interessa à soberania e à indústria de defesa porque envolve capacidade tecnológica, continuidade de financiamento e modernização das Forças Armadas. Lula afirmou que a inclusão feminina representa uma mudança cultural e uma vantagem operacional para preparar o país frente às demandas futuras. O governo tem ressaltado também a ligação entre investimentos em Defesa e proteção de riquezas naturais; nesse contexto, projetos como o primeiro submarino com propulsão nuclear ganharam destaque institucional.

Incorporação feminina e liderança

No discurso em Brasília, o presidente destacou a presença de mulheres em postos de comando e citou a trajetória da general Cláudia Lima Gusmão Cacho como símbolo da transformação nas Forças Armadas. Em 2026, foram incorporadas às Forças Armadas 1.010 mulheres, um número assinalado no evento como marco histórico. O comandante Tomás Paiva ressaltou a política de reduzir dependência tecnológica externa e incentivou a produção de soluções estratégicas concebidas e produzidas no Brasil alinhando a inclusão com a modernização militar.

Orçamento, números e metas

O pronunciamento de Lula tratou diretamente de cifras e comparações orçamentárias: entre 2026 e 2026 o governo destinou R$ 40,7 bilhões para investimentos nas Forças Armadas, contra R$ 45,7 bilhões verificados no período 20192026 do governo anterior. Em 2026 os gastos totais com defesa somaram R$ 131,6 bilhões, equivalentes a 1,12% do PIB. O ministro José Múcio e o presidente apontaram a meta de atingir um patamar de 2% do PIB para a Defesa, frente ao atual nível aproximado de 1% para viabilizar manutenção e novos investimentos.

Projetos estratégicos: Aramar e o submarino nuclear

Lula reiterou a importância do Centro Industrial Nuclear de Aramar em Iperó (SP), como peça-chave para o projeto do submarino com propulsão nuclear e para a autonomia tecnológica da indústria de defesa. O presidente criticou a ausência de continuidade no financiamento dessas iniciativas e defendeu um tratamento orçamentário diferenciado para o programa do submarino, destacando empregos, desenvolvimento tecnológico e soberania marítima como objetivos centrais.

Durante a cerimônia no Quartel-General do Exército, foi salientada a necessidade de que projetos estratégicos mantenham financiamento estável ao longo de mandatos. A presença de autoridades civis e militares, entre elas Edson FachinGilmar Mendes e o senador Hamilton Mourão reforçou o caráter institucional do evento e o apelo por maior previsibilidade orçamentária para a Defesa.

Relações internacionais e cooperação industrial

Em atualização aos eventos em Brasília, Lula também tratou de questões de cooperação internacional destinadas a fortalecer a indústria de defesa nacional. Em conversa recente com o presidente da Turquia, discutiu-se a criação de um Conselho Estratégico em nível vice-presidencial e a possibilidade de parcerias entre empresas brasileiras e turcas para a área de defesa. Uma delegação brasileira, com participação do ministro José Mucio e do ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, foi anunciada para tratar da ratificação de acordos e da cooperação industrial.

O governo mantém como prioridade a busca por parcerias que reduzam dependência externa, ampliem a capacidade de produção nacional e sustentem projetos de longo prazo, como o submarino nuclear e outros produtos classificados como estratégicos pela Defesa. Último aggiornamento: 26 agosto 2026.

Autor

Bruno Costa