Squadra reduziu sua participação na Hapvida para 3,87% em 24 de agosto de 2026 informou a gestora aos cotistas, e admitiu que o investimento na operadora foi o “maior erro de sua história”; Ultimo aggiornamento: 27 agosto 2026.
A redução da participação ocorreu após um período de críticas à gestão da Hapvida e uma reestruturação que incluiu mudanças no conselho e na presidência executiva; a decisão repercutiu pela avaliação pública sobre o impacto negativo no desempenho da gestora e pela sinalização de avaliações de desinvestimentos envolvendo ativos como a subsidiária Notre Dame Intermédica.
Impacto financeiro no portfólio da Squadra
A Squadra afirmou que o investimento em Hapvida arranhou o histórico de performance e consumiu capital dos cotistas, citando números operacionais da própria Hapvida como justificativa. No balanço do segundo trimestre, a Hapvida apresentou queda de 95,8% no lucro e redução de 44,3% no Ebitda dados que a gestora usou para embasar a estratégia de redução de participação e a necessidade de reestruturação do grupo.
Os fundos da Squadra registraram desempenho negativo no primeiro semestre de 2026 com recuos de 5,1% nos fundos Long-Biased e 6,2% nos Long-Only, enquanto o Ibovespa teve alta de 6,8% criando um contraste que a gestora atribuiu em parte ao posicionamento em Hapvida e ao custo de oportunidade de manter esse ativo.
Movimentos na participação e justificativas
A posição da Squadra na Hapvida caiu de 5,15% para 3,87% conforme divulgado em carta aos cotistas; a gestora manteve explicações sobre o excesso de alocação anterior e a avaliação de que a governança e a execução operacional da Hapvida não atenderam às expectativas. A Squadra também comunicou que preserva aproximadamente 1% de exposição nos fundos, mesmo após a redução direta na participação acionária.
No mesmo documento, a gestora indicou que transações e desinvestimentos poderiam valorizar a ação, citando a possível venda de unidades e ativos não essenciais como forma de simplificação do grupo e foco na operadora principal, a Hapvida Assistência Médica que a Squadra reconheceu possuir vantagens competitivas, mas que atualmente enfrenta um cronograma de dívidas apertado e elevada alavancagem.
Reajustes, beneficiários e declarações da gestão
A Hapvida informou que cerca de 947 mil beneficiários estão em avaliação por precificação defasada e que os reajustes serão aplicados de maneira diferenciada por região e por negociação contratual, o que, segundo a empresa, tornaria os aumentos não uniformes. A questão dos reajustes tem ligação direta com a deterioração operacional e com a pressão sobre margens que a reestruturação pretende solucionar.
Em comunicado sobre a formação de preços, houve menção a uma expressão usada pelo CFO Lucas Garrido sobre reajustes anteriores, reproduzida como “duplo dígito forte”, que a gestão esclareceu referir-se a aumentos passados e não a projeções futuras; a frase foi citada na correspondência entre as partes como esclarecimento sobre contexto histórico de precificação.
Posicionamento estratégico e alternativas de alocação
A Squadra indicou que, diante do cenário, buscou realocar capital e explorar oportunidades em empresas que registraram quedas e apresentam potencial de recuperação, citando aumentos de alocação em ativos como Nubank e Mercado Livre. A gestora também mencionou interesse em outras apostas do portfólio, enquanto avaliava a necessidade de corrigir a exposição que culminou no desempenho negativo dos fundos.
O episódio da redução de stake na Hapvida serve como referência interna para a Squadra na revisão de processos de diligência e governança de investimentos; a gestora afirmou que continuará acompanhando a evolução da reestruturação da Hapvida e a negociação de eventuais desinvestimentos, mantendo comunicação ativa com cotistas sobre impactos e medidas adotadas.



