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7 agosto 2026

Retiradas da caderneta de poupança superam depósitos em R$ 7,152 bilhões

Em julho de 2026, os saques da caderneta de poupança ultrapassaram os depósitos em R$ 7,152 bilhões, marcando um recorde negativo. Entenda as causas e as consequências.

Retiradas da caderneta de poupança superam depósitos em R$ 7,152 bilhões

Os dados mais recentes do Banco Central revelam um cenário preocupante para a caderneta de poupança em julho de 2026. Pela primeira vez em muito tempo, os saques superaram significativamente os depósitos, atingindo um déficit de R$ 7,152 bilhões no mês passado. Esse valor é ainda mais alarmante quando comparado ao mês anterior, junho, que já havia registrado um saldo negativo de R$ 237,5 milhões.

O fenômeno não é isolado. Em julho de 2026, o saldo negativo já havia sido expressivo, mas ainda menor, com um déficit de R$ 6,251 bilhões. No acumulado do ano de 2026, a captação líquida está negativa em R$ 46,5 bilhões um reflexo claro da tendência de retirada de recursos da poupança.

Depósitos e retiradas em julho de 2026

Em julho deste ano, foram realizados R$ 370,7 bilhões em depósitos e R$ 377,9 bilhões em retiradas. O saldo total da caderneta de poupança alcançou R$ 1,019 trilhão Esses números indicam uma mudança significativa no comportamento dos investidores, que estão optando por retirar seus recursos da poupança em busca de alternativas mais rentáveis.

Rentabilidade da poupança em 2026

A rentabilidade atual da caderneta de poupança é determinada pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Essa fórmula é válida enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14% ao ano o que significa que a poupança continua a oferecer uma remuneração fixa, mas que pode não ser suficiente para atrair novos investidores.

Diante desse cenário, muitos investidores estão buscando alternativas que ofereçam retornos mais atrativos. A tendência de retirada de recursos da poupança pode ser um reflexo da busca por investimentos mais rentáveis em um contexto de juros elevados e inflação controlada.