Na manhã desta quinta-feira (25), as autoridades polonesas, em colaboração com o FBI e a HSI realizaram uma operação que resultou na prisão de quatro indivíduos suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em roubo de criptomoedas e lavagem de dinheiro.
A operação, coordenada pelo Escritório Central de Combate ao Cibercrime da Polônia (CBZC) teve como alvo uma quadrilha que utilizava técnicas avançadas de engenharia social e softwares especializados para realizar ataques de SIM swap clonando números de telefone de vítimas para acessar contas em corretoras de criptomoedas.
Mecanismo de operação da quadrilha
Os suspeitos utilizavam métodos sofisticados para obter acesso às infraestruturas de entidades que trabalham com operações telefônicas. Após clonar os números de telefone das vítimas, a quadrilha realizava ataques de SIM swap permitindo-lhes acessar contas em corretoras de criptomoedas e outras plataformas financeiras.
“Os fundos roubados eram imediatamente inseridos no circuito financeiro legal por meio de uma rede financeira distribuída. Os autores, fazendo disso uma fonte constante de renda, usavam diversas contas bancárias pessoais no país e no exterior, plataformas internacionais de pagamento e carteiras digitais multimoeda para as transferências,” explicou o CBZC.
Apreensões e investigação
Durante as buscas, as autoridades apreenderam diversos equipamentos eletrônicos, incluindo quatro carteiras de hardware de criptomoedas celulares, computadores, dinheiro em espécie e drogas. Imagens divulgadas pelo CBZC mostram os bens apreendidos, incluindo joias e roupas de grife.
O investigador independente ZachXBT apontou que um dos presos seria Wojtek Kulisz conhecido como “Merry”. ZachXBT observou que as joias e roupas apreendidas pelas autoridades coincidem com itens exibidos no perfil público de Kulisz no Instagram.
Consequências legais
Os suspeitos foram formalmente acusados pelos crimes de participação em organização criminosa, roubo com invasão de sistemas de informática e lavagem de dinheiro. Caso condenados, as penas máximas podem chegar a 25 anos de prisão.
As autoridades destacam que a quadrilha roubou dezenas de milhões de zlotys moeda polonesa cujo câmbio está na casa de R$ 1,38. A operação continua em andamento, e não se descarta a possibilidade de novas prisões.



