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14 junho 2026

Fundo Amazônia: R$ 4,3 bilhões em investimentos para combate a incêndios e restauração florestal

O Fundo Amazônia está de volta ao centro da política ambiental brasileira, com R$ 4,3 bilhões em projetos aprovados.

Fundo Amazônia: R$ 4,3 bilhões em investimentos para combate a incêndios e restauração florestal

O Fundo Amazônia está vivendo um momento de grande dinamismo, com um aumento significativo nos investimentos e na aprovação de projetos. Desde a retomada de sua governança em 2026, o fundo tem quadruplicado o ritmo anual de aprovações, alcançando uma média de R$ 1,3 bilhão por ano. Esse crescimento é resultado de uma série de medidas que visam fortalecer a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável na região amazônica.

Entre 2026 e maio de 2026, o Fundo Amazônia arrecadou R$ 2,6 bilhões em doações de oito países e da União Europeia, além de aprovar quase R$ 4,3 bilhões em projetos. A Noruega continua sendo o principal financiador, com R$ 618 milhões já fechados, seguida pelo Reino Unido, que contribuiu com R$ 555 milhões. Esses recursos estão sendo direcionados para diversas iniciativas, incluindo o combate a incêndios florestais, a restauração de áreas degradadas e o apoio a comunidades locais.

Projetos estratégicos para a Amazônia

Um dos principais focos do Fundo Amazônia é o combate aos incêndios florestaiscom R$ 521 milhões destinados a equipamentos, capacitação e bases operacionais. Essa iniciativa ganha ainda mais relevância diante das previsões de eventos climáticos mais severos. Além disso, R$ 1,2 bilhão foram alocados para projetos voltados a populações que protegem a floresta, incluindo ações de renda, saneamento e educação.

Outro projeto emblemático é o Restaura Amazôniaque recebeu R$ 450 milhões para recuperar áreas degradadas no sul e sudeste da floresta, regiões mais pressionadas pelo desmatamento. Esse projeto é uma das apostas mais simbólicas do governo Lula na área ambiental e tem como objetivo não apenas restaurar a vegetação, mas também promover o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.

Parcerias e reconhecimentos

O sucesso do Fundo Amazônia também se reflete no interesse de parceiros internacionais. Recentemente, o Reino Unido anunciou um novo aporte de 40,7 milhões de libras, tornando-se o segundo maior doador do mecanismo. Esse apoio reforça a credibilidade internacional do fundo e a importância da cooperação global para a proteção da Amazônia.

Além disso, o Conselho Universitário da Ufam concedeu o título de Doutor Honoris Causa ao indigenista Egydio Schwade e de Professor Honoris Causa ao historiador José Ribamar Bessa Freire. Essas homenagens reconhecem as trajetórias dedicadas ao indigenismo, aos direitos humanos, à educação, à memória e à história da Amazônia. Egydio Schwade é cofundador da Opan e do Cimi, e referência na defesa dos povos indígenas, especialmente dos Waimiri-Atroari. José Ribamar Bessa Freire, ex-professor da Ufam, construiu uma obra intelectual voltada à valorização das línguas, da memória e da história dos povos originários.

Inovações e capacitações

A FVS participou de uma oficina-piloto para implementar a metodologia STAR, voltada à avaliação estratégica de riscos em saúde pública. Essa iniciativa, em parceria com o Ministério da Saúde, utiliza uma metodologia desenvolvida pela OMS e aplicada nas Américas com apoio da Opas. A diretora-presidente da FVS, Tatyana Amorim, destacou que a escolha do Amazonas reforça a capacidade técnica das equipes estaduais, qualificando a detecção, preparação e resposta a emergências em saúde pública.

A Sejusc concluiu uma capacitação com policiais militares que atuarão no 59º Festival de Parintins. A formação abordou direitos humanos, proteção de mulheres, crianças, adolescentes, igualdade racial e diversidade, reforçando o compromisso com a segurança e a inclusão social.

O Fundo Amazônia está não apenas financiando projetos, mas também promovendo inovações e capacitações que fortalecem a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável na região. Com R$ 4,3 bilhões em investimentos, o fundo está transformando a realidade da Amazônia, beneficiando tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais.