No início de junho de 2026, os preços do milho no Brasil estão em queda, atingindo o menor patamar nominal em oito meses. Essa tendência é observada na maioria das regiões produtoras, conforme dados do Centro de Pesquisas Cepea.
O recuo nos preços é atribuído a vários fatores, incluindo a ausência de compradores no mercado spot e o início da colheita da segunda safra 2026/26. A expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado as cotações, conforme indicam os pesquisadores do Cepea.
Fatores que Influenciam a Queda nos Preços
O início da colheita da segunda safra 2026/26 está concentrado nos estados do Paraná e Mato Grosso. Nas regiões de Sorriso (MT) e Norte do Paranáas médias parciais de maio de 2026 estão 11% e 8% inferiores às de maio de 2026, respectivamente, em termos nominais.
Os compradores estão mantendo uma postura de espera, esperando que os preços caiam ainda mais com o avanço dos trabalhos de campo a partir de meados de junho. Além disso, o bom andamento da semeadura nos Estados Unidos tem pressionado os futuros, limitando a paridade de exportação e reduzindo a sustentação externa aos preços brasileiros.
Adversidades Climáticas e Exceções Regionais
Apesar das adversidades climáticas, como altas temperaturas e falta de chuvas em Goiás e partes de Mato Grosso do Sulalém de geadas no Paranáessas preocupações não foram suficientes para conter as quedas nos preços. No entanto, as cotações ficaram firmes em Santa Catarina e subiram no Rio Grande do Sulestados que praticamente finalizaram a colheita da safra verão.
Esse comportamento regional mostra que a pressão sobre os preços não ocorre de forma uniforme. Enquanto áreas ligadas ao avanço da segunda safra sentem mais diretamente a expectativa de aumento da oferta, regiões com colheita mais avançada apresentam maior sustentação.


