Pular para o conteúdo
2 junho 2026

Zema e Caiado avaliam aliança, mas Flávio Bolsonaro não espera fusão de candidaturas

Flávio Bolsonaro disse não acreditar que Romeu Zema e Ronaldo Caiado vão formar uma chapa única; os dois têm admitido conversas, e pesquisas recentes mostram queda nas intenções de voto do senador.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou publicamente que não acredita na formação de uma chapa única entre os ex-governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). Em entrevista à rádio Itatiaia, ele ressaltou a importância de múltiplas candidaturas no campo da oposição e citou seu próprio apoio inicial às pré-candidaturas de ambos.

O contexto político tem se transformado rapidamente: nos últimos dias, declarações públicas de Zema e Caiado sinalizaram abertura para avaliar uma fusão, enquanto Flávio enfrenta desgaste nas pesquisas após reportagens que mostraram sua proximidade com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Esses elementos moldam um cenário em que alianças são consideradas, mas longe de estarem definidas.

Posição de Flávio Bolsonaro

Na entrevista, o senador afirmou que não acredita que Zema e Caiado “se unam em uma candidatura própria”. Ele explicou que incentivou as duas pré-candidaturas e defendeu a existência de várias campanhas que, segundo ele, podem expor o que chama de desgoverno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Flávio, quanto mais vozes críticas houver, maior a chance de alertar o eleitorado.

Sinais de aproximação entre Zema e Caiado

Apesar do ceticismo de Flávio, os ex-governadores deram declarações nas últimas semanas que não descartam um acordo. Em 26 de maio, Romeu Zema disse que não afasta a possibilidade de alianças já no primeiro turno para fortalecer uma alternativa à candidatura de Flávio. Zema lembrou que conversas desse tipo costumam evoluir e que o desfecho pode ficar para o prazo final do calendário eleitoral.

Prazo eleitoral e estratégia

Zema mencionou expressamente o calendário da Justiça Eleitoral e a data limite de 15 de agosto para registro de chapas, afirmando que “na política, é na meia-noite da data limite que as coisas costumam ser definidas”. Essa posição aponta para uma estratégia de negociação que pode se estender conforme as pesquisas e o comportamento do eleitorado evoluam.

Declaração de Caiado

Em 27 de maio, Ronaldo Caiado reconheceu a possibilidade de união. Em entrevista à rádio Nova Difusora, ele disse que, com base em pesquisas recentes e na disposição das partes, o tema está em avaliação. Caiado ponderou sobre o momento de unir forças e questionou se uma coalizão poderia ser competitiva já no primeiro turno ou apenas consolidada para disputar o segundo turno.

Impacto das pesquisas e desgaste de Flávio

O cenário de negociações ocorre num período em que Flávio Bolsonaro aparece em queda nas intenções de voto, segundo levantamentos divulgados por diferentes institutos. Uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, publicada em 19 de maio, mostrou Flávio com 41,8% das intenções para o segundo turno, contra 48,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representando uma perda de seis pontos percentuais em comparação ao levantamento anterior.

Outros levantamentos

Estudos complementares, como os do Datafolha e do instituto Meio/Ideia, também registraram queda para Flávio em relação a abril, com reduções de 4 e 3 pontos percentuais, respectivamente. Analistas vinculam parte desse movimento ao episódio que revelou a relação próxima entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o que teria afetado sua imagem junto a parcelas do eleitorado.

O que virá adiante

Com as pré-candidaturas em movimentação e as pesquisas oscilando, o futuro das negociações entre Zema, Caiado e Flávio permanece incerto. Fontes próximas às lideranças admitem que o cenário pode mudar até o prazo final para registro de chapas, mas também ressaltam que decisões de última hora são comuns no ambiente político.

Enquanto isso, a avaliação pública e os números das pesquisas deverão seguir orientando a estratégia de cada pré-candidato. Seja mantendo candidaturas próprias ou buscando alianças, o objetivo declarado por esses atores é consolidar uma alternativa competitiva ao governo atual, mas há divergência sobre o caminho mais adequado para alcançar esse resultado.

Autor

Staff