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1 junho 2026

Pesquisa aponta vantagem estreita de Keiko Fujimori sobre Roberto Sánchez antes do segundo turno no Peru

Duas pesquisas publicadas em jornais peruanos mostram Keiko Fujimori com leve liderança sobre Roberto Sánchez antes do segundo turno; a decisão pode depender dos indecisos e dos que planejam votar nulo ou em branco.

Faltando poucos dias para a definição da sucessão presidencial do Peru, duas pesquisas divulgadas por jornais locais revelam uma disputa muito equilibrada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. As enquetes colocam Keiko à frente por uma margem estreita, mas o cenário permanece volátil por causa do volume de eleitores que dizem votar nulo, branco ou ainda não definiram o voto. Esses fatores tornam o desfecho imprevisível e concentram o foco nas estratégias finais de campanha.

Os levantamentos, feitos por institutos distintos, mostram números parecidos mas não idênticos, refletindo pequenas variações de metodologia e amostragem. A atenção agora se volta para como os candidatos e seus apoiadores tentarão converter os indecisos e diminuir a taxa de votos nulos, que pode ser decisiva para a composição do resultado no segundo turno.

Resultados das pesquisas e diferença entre os institutos

Uma das sondagens, realizada pelo instituto Ipsos e divulgada no jornal Peru 21, aponta Keiko Fujimori com aproximadamente 38% e Roberto Sánchez com cerca de 35% das intenções de voto para o segundo turno. Essa pesquisa, aplicada entre 29 e 30 de maio, registra ainda um crescimento no percentual de eleitores que declaram que anularão o voto ou votarão em branco, alcançando 27%.

Outra pesquisa, feita pela Datum Internacional e publicada no jornal El Comercio entre 26 e 30 de maio, apresenta números levemente distintos, com Keiko em torno de 39,8% e Sánchez em 35,9%. As diferenças entre as duas sondagens são pequenas e estão dentro das margens de erro de cada estudo, o que reforça a ideia de um cenário competitivo e sensível a variações de última hora.

O papel dos indecisos e dos votos nulos

Especialistas em pesquisa eleitoral ressaltam que, quando a disputa é tão apertada, a escolha dos eleitores indecisos e daqueles que manifestam intenção de anular ou votar em branco pode ser o fator determinante. Alfredo Torres, presidente-executivo da Ipsos, descreveu a eleição como um confronto em que prevalecerá a lógica do mal menor, ou seja, muitos eleitores podem optar por quem consideram menos prejudicial em vez de apoiar ativamente um candidato.

Esse tipo de comportamento é comum em cenários polarizados, onde o eleitorado divide-se entre posições opostas e evita arriscar um apoio explícito. A taxa elevada de intenção de votos nulos ou em branco sinaliza desconforto com as opções apresentadas e aumenta a incerteza sobre quem sairá vencedor.

Margem de erro e interpretação

As margens de erro das pesquisas também influenciam a leitura dos dados: a sondagem da Ipsos tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais, enquanto a da Datum Internacional apresenta margem de 2,5 pontos. Considerando essas faixas, os percentuais divulgados por ambos os institutos mostram que a vantagem de Keiko pode ser estatisticamente pequena, o que reforça a importância do comportamento de eleitores indecisos nos dias finais.

Contexto eleitoral e antecedentes dos candidatos

Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, tenta a presidência pela quarta vez. Ela foi a candidata mais votada no primeiro turno, realizado em 12 de abril, quando obteve 17% das intenções de voto. Já Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente de esquerda Pedro Castillo — atualmente preso —, assegurou sua vaga no segundo turno com cerca de 12% no primeiro turno.

Ambos os candidatos se preparam para um debate marcado às vésperas da votação, que pode influenciar eleitores ainda indecisos. Os confrontos televisivos costumam provocar oscilações nos índices de intenção de voto, especialmente quando o eleitorado está dividido e atento aos contrastes de propostas e desempenho dos candidatos.

Implicações e pontos a observar

Além do debate, questões como mobilização de bases, mensagens finais de campanha, e eventos inesperados podem alterar a trajetória da disputa nos dias que antecedem o segundo turno. Analistas alertam que a estratégia de reduzir o número de votos nulos ou em branco e a capacidade de conquistar indecisos serão medidas-chave para qualquer candidato que queira virar a eleição a seu favor.

Em resumo, as duas pesquisas ilustram uma corrida apertada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, onde a diferença é pequena e os eleitores indecisos e os votos nulos têm papel crucial. Com margens de erro já divulgadas e um debate programado, os próximos dias serão decisivos para definir o rumo do pleito.

Autor

Staff