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14 maio 2026

Financiamento para rastreamento de patrimônio com blockchain em Brasília

GDF e FAPDF financiaram o projeto HADES para usar blockchain no controle de ativos; saiba quem lidera e quais são os próximos passos

Financiamento para rastreamento de patrimônio com blockchain em Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) autorizou um repasse de R$ 843 mil à Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) para viabilizar o projeto HADES, voltado ao rastreamento de patrimônio por meio de tecnologia blockchain. A proposta pretende criar um sistema capaz de ampliar a transparência e o monitoramento dos bens da administração pública em Brasília, oferecendo uma camada tecnológica para registro e verificação que complemente processos já existentes. O aporte cobre estrutura, suporte técnico e testes operacionais necessários para validar o funcionamento da solução em ambiente real.

Objetivos do projeto e escopo do financiamento

O objetivo central do projeto HADES é integrar registros distribuídos ao ciclo de gestão patrimonial para reduzir falhas de controle e automatizar etapas burocráticas. Com o uso de blockchain, a equipe espera entregar uma plataforma que torne mais simples a identificação, acompanhamento e auditoria dos ativos, diminuindo custos administrativos e aumentando a confiabilidade dos dados. A verba proveniente da FAPDF destina-se especialmente à infraestrutura de testes, ao desenvolvimento de provas de conceito e à montagem de ambientes que simulem o fluxo de bens no setor público, permitindo aferir ganhos de eficiência antes da eventual implantação em larga escala.

Coordenação acadêmica e articulação institucional

A liderança do HADES está a cargo da pesquisadora Claudia Jacy Barenco Abbas, que coordena o grupo responsável pelo desenho e execução da solução. A professora também dirige a divisão de pesquisas em blockchain na UnB, instituição que anunciou no final de abril de 2026 a integração com o órgão internacional IEEE para reforçar padrões e boas práticas no desenvolvimento. Essa articulação acadêmico-institucional busca garantir que o projeto siga normas técnicas reconhecidas e que os resultados sejam compatíveis com exigências de segurança, interoperabilidade e governança.

Apoio, etapas e outras iniciativas

O repasse foi autorizado na etapa de habilitação de um programa de fomento estratégico referente a 2026, um processo que também aprovou outros projetos de inovação tecnológica na mesma chamada pública. Além de financiar o desenvolvimento do HADES, a FAPDF estipulou metas e cronogramas rigorosos para os testes operacionais, com o objetivo de validar hipóteses sobre controle patrimonial e impactos administrativos. O apoio institucional demonstra a intenção da capital de consolidar um ecossistema de inovação onde soluções de registro distribuído possam ser experimentadas e, se comprovadas, replicadas em outros órgãos.

Impactos esperados e segurança dos registros

Entre os benefícios projetados, o HADES tende a facilitar a visualização de um mapa completo dos ativos públicos, oferecendo às equipes gestoras um painel confiável para decisões e auditorias. A adoção de blockchain traz, ainda, proteção contra alterações não autorizadas nos registros originais, aumentando a segurança da informação e a resistência a fraudes ou ataques cibernéticos. A expectativa é que, com a automação de registros e a rastreabilidade garantida, haja redução de retrabalhos, de custos operacionais e de inconsistências em inventários.

Próximos passos e compromissos

O cronograma prevê etapas de testes controlados, ajustes técnicos e avaliação de resultados antes de qualquer expansão do sistema. A FAPDF acompanhará o cumprimento das metas para assegurar que o investimento gere efeitos positivos no desenvolvimento econômico e social regional. Se as hipóteses de eficiência forem confirmadas, o HADES poderá servir como referência para novas iniciativas que usem registros distribuídos em serviços públicos, ampliando a adoção de tecnologias digitais na administração pública do Distrito Federal.

Autor

Francesca Galli

Francesca Galli, florentina com formação bancária, tomou a decisão de mudar de carreira após um congresso no Palazzo Vecchio: hoje elabora análises de mercados e colunas sobre poupança e investimentos. Na redação propõe linhas editoriais atentas à transparência e conserva a agenda do primeiro emprego no banco.