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25 junho 2026

Irã garantido na Copa nos EUA; Infantino pede união e Trump minimiza seleção

Infantino reiterou que o Irã disputará seus jogos nos Estados Unidos; Trump apoiou a decisão publicamente, mas duvidou da força do time e sugeriu apenas deixá‑los jogar

Irã garantido na Copa nos EUA; Infantino pede união e Trump minimiza seleção

Em um pronunciamento que buscou enfatizar a dimensão social do futebol, Gianni Infantino reafirmou que o Irã participará da Copa do Mundo de 2026 e que disputará suas partidas em solo norte‑americano. O discurso foi proferido durante o 76º Congresso Anual da Fifa em Vancouver, onde o presidente da entidade defendeu a ideia de que o esporte pode servir como ferramenta de paz e união. Apesar da posição oficial, chamou atenção a ausência de representantes iranianos entre as 211 delegações presentes, o que alimentou perguntas sobre logística e simbolismo.

Poucas horas depois da fala de Infantino, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou publicamente o tema em tom conciliatório e simultaneamente cético. Trump afirmou que aceita a declaração de Infantino e que não pretende impedir a participação iraniana: “se o Gianni diz que o Irã vai jogar, tudo bem para mim”, resumiu. Ao mesmo tempo, colocou em dúvida o potencial competitivo do time, numa abordagem que misturou endosso à organização e redução das chances esportivas do adversário.

O posicionamento de Infantino em Vancouver

No discurso, Infantino enfatizou que a Fifa tem um papel além das arquibancadas e que a presença de todas as seleções é importante para promover encontros entre povos. A mensagem central foi que devemos usar grandes eventos esportivos como oportunidades para nos reconectar, em vez de permitir que conflitos políticos impeçam a realização dos jogos. A declaração também sublinhou que, independentemente das tensões entre países, a vinda dos times aos países‑anfitriões é fundamental para manter a integridade do torneio e o caráter universal da competição.

Reação de Donald Trump

A resposta do presidente americano combinou aceitação institucional com descrença sobre o desempenho do Irã. Trump disse que conversou com Infantino e que o dirigente tem autonomia para decidir sobre a participação das equipes no torneio. Apesar de confirmar que não barraria a presença iraniana, expressou dúvidas sobre a qualidade da seleção, chegando a questionar se o Irã teria condições de chegar longe na competição. Em outra ocasião, relações de autoridade e temas de segurança foram citados por representantes norte‑americanos como motivos de preocupação, mas o posicionamento oficial de que a equipe jogará permaneceu intacto.

Contexto esportivo e logístico

Grupo e adversários

Na fase de grupos, o Irã foi sorteado no Grupo G, ao lado da Nova Zelândia, da Bélgica e do Egito. A seleção iraniana tem estreia prevista contra a Nova Zelândia no dia 15 de junho, enfrenta a Bélgica em 21 de junho e fecha sua participação na primeira fase contra o Egito em 27 de junho. Essas datas e confrontos colocam a equipe em um chaveamento que combina rivais tradicionais com adversários emergentes, exigindo planejamento técnico e adaptação a diferentes estilos de jogo.

Locais, logística e tentativas de mudança

Todos os compromissos do Irã na fase de grupos foram programados para cidades dos Estados Unidos: os dois primeiros jogos estão marcados para Inglewood, na Califórnia, e o terceiro em Seattle. Houve tentativas por parte da delegação iraniana de transferir algum confronto para o México, mas essas propostas não avançaram. Além disso, discussões sobre possíveis implicações de segurança e a ausência de público ou apoio nas arquibancadas apareceram como motivos recorrentes para questionamentos na imprensa e entre dirigentes, sem, contudo, alterar a decisão final da Fifa.

Implicações e perspectivas

O episódio ilustra como a organização de um grande evento esportivo pode se tornar um palco de diplomacia e controvérsia. A confirmação da participação do Irã sinaliza a intenção da Fifa de manter a pluralidade do torneio, enquanto a reação de líderes políticos revela como o futebol continua entrelaçado com percepções de segurança e imagem internacional. Para além das declarações públicas, resta observar como a seleção iraniana organizará sua logística, a presença de torcedores e a resposta das autoridades locais durante os dias dos jogos.

Autor

Massimiliano Cardinale

Massimiliano Cardinale, de Catania, começou por partilhar uma receita de família durante uma festa da aldeia, atraindo uma comunidade de seguidores: esse gesto levou-o à redação com um tom informal. Produz conteúdos para redes sociais e traz apontamentos com nomes de produtores locais e truques de cozinha.