O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que atualmente não está filiado a nenhum partido, revelou suas intenções de se candidatar novamente ao governo do Estado nas eleições de. Witzel, que foi aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e venceu as eleições de, teve seu mandato interrompido em devido a um processo de impeachment que o acusou de corrupção durante a pandemia de Covid-19.
Em um recente vídeo, Witzel desabafou sobre sua experiência, descrevendo o que considera um linchamento público que resultou em sua cassação. Ele enfatizou que foi afastado de seu cargo sem ter a oportunidade de se defender adequadamente, uma situação que considera injusta e precipitada.
O contexto de sua cassação
Witzel ocupou o cargo de governador até abril de, quando, por uma votação unânime do tribunal que avaliou seu impeachment, perdeu a posição e foi declarado inelegível por cinco anos. Isso ocorreu em um clima de grande tensão política, onde o atual governador, Cláudio Castro, assumiu interinamente e, posteriormente, se tornou o governador efetivo.
A experiência adquirida
Após a sua saída, Witzel afirma que retorna à política com uma visão mais cautelosa e experiente. Ele reconhece que sua abordagem anterior de querer implementar mudanças rápidas não era a mais eficaz. Em suas palavras, “mudanças duradouras exigem dialogo, planejamento e uma blindagem técnica nas decisões.” Essa nova perspectiva, segundo ele, é fruto de uma reflexão profunda sobre o verdadeiro funcionamento do poder no Rio de Janeiro.
Preparativos para a nova candidatura
Para formalizar sua candidatura, Witzel planeja se filiar a um partido de centro-direita até o dia 4 de abril. Em sua primeira eleição, ele era membro do extinto Partido Social Cristão (PSC), que em foi incorporado ao Podemos. A estratégia atual de Witzel é se posicionar novamente no cenário político, onde ele já se destaca como uma figura que pode competir diretamente com outros candidatos, como o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Análise do cenário eleitoral
O ambiente eleitoral para apresenta desafios e oportunidades. As pesquisas de intenção de voto já começaram a ser divulgadas, e o cenário é variado. Em uma recente pesquisa, Eduardo Paes aparece como o favorito, enquanto Witzel, apesar de estar sem partido, já é mencionado como um potencial candidato. No entanto, ele sabe que precisará conquistar a confiança do eleitorado novamente, após a controvérsia que cercou seu impeachment.
Propostas para o futuro
Caso consiga retornar ao Palácio Guanabara, Witzel delineou algumas de suas prioridades. Ele enfatiza a necessidade de focar em segurança pública, na defesa da família e em princípios cristãos, além de uma política econômica que se descreve como desenvolvimentista. Uma de suas propostas é a criação do Banco de Desenvolvimento do Estado, que visa utilizar recursos orçamentários de forma mais eficiente, especialmente em projetos habitacionais em comunidades de risco.
Witzel acredita que a fusão de várias agências governamentais, como a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro e a Agência Estadual de Fomento, permitirá uma gestão mais eficaz e voltada para as necessidades da população.
Com a aproximação das eleições, a expectativa é de que Witzel faça sua filiação a um partido e comece a intensificar sua campanha, buscando reconquistar o apoio do povo fluminense e se firmar como um candidato viável na disputa pelo governo do Rio de Janeiro.
