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visitas oficiais de lula à índia e coreia visam ampliar comércio e cooperação tecnológica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca em missão oficial à Índia e à Coreia do Sul entre 18 e 24 de fevereiro, com uma agenda dedicada ao fortalecimento de vínculos econômicos, tecnológicos e diplomáticos. A programação inclui participação na Cúpula de Inteligência Artificial em Nova Deli e uma série de encontros empresariais que buscam traduzir diálogo político em projetos concretos de cooperação internacional.

As visitas representam a continuidade de um processo de aproximação com parceiros asiáticos que ganharam destaque nos últimos anos.

Além de tratar de comércio e investimentos, a delegação brasileira pretende avançar em temas como transição energética, segurança alimentar e integração produtiva, sempre com atenção às prioridades definidas em pactos bilaterais anteriores.

Motivações e prioridades da viagem

A ida de Lula à Índia é retribuição à visita do primeiro-ministro Narendra Modi ao Brasil durante a cúpula do BRICS em. A missão busca consolidar a parceria estratégica entre os dois países, que engloba áreas como transformação digital, defesa e segurança, e cooperação industrial. Em paralelo, a passagem por Seul pretende elevar a relação com a Coreia do Sul ao nível de parceria estratégica, com um Plano de Ação Trienal -alinhado a objetivos de curto e médio prazo.

Prioridades em nova delhi

Em Nova Deli, a agenda prevê a assinatura de iniciativas destinadas a facilitar o fluxo de pessoas e negócios, como a extensão da validade de vistos de cinco para dez anos para turistas e empresários. Está também prevista uma declaração sobre parceria digital e esforços para impulsionar as negociações do acordo comercial entre Mercosul e Índia. A participação na Cúpula de Inteligência Artificial — evento que reúne milhares de participantes — dá ao Brasil oportunidade de defender pautas de governança e de inclusão digital.

Temas centrais em seoul

Em Seul, os objetivos incluem atrair novos investimentos sul-coreanos para cadeias produtivas brasileiras, especialmente nos setores de tecnologia, agropecuária e indústria farmacêutica. A adoção do Plano de Ação Trienal – deverá formalizar compromissos mútuos para promover transferência de tecnologia, cooperação em inovação e estímulo a fluxos de capital que favoreçam a modernização da indústria nacional.

Eventos empresariais e diálogo setorial

Ao longo das duas etapas da missão, a delegação brasileira organizará e participará de fóruns empresariais com centenas de empresas nacionais. Em Nova Deli, o Fórum Empresarial Brasil-Índia reunirá mais de 300 companhias para debater temas como minerais estratégicos, mobilidade e transição energética. Em Seul, o Fórum Brasil-Coreia pretende conectar cerca de 230 empresas brasileiras a investidores e parceiros locais, discutindo setores que vão da economia criativa à aviação.

Esses encontros servem tanto para apresentar oportunidades de negócios quanto para identificar gargalos regulatórios e promover acordos de cooperação técnica. A expectativa é que painéis temáticos resultem em memorandos de entendimento e em roteiro de investimentos que favoreçam a inovação e a competitividade do Brasil no mercado global.

Impactos comerciais e perspectivas

O intercâmbio comercial com a Índia e a Coreia do Sul já mostra números relevantes. Em, o comércio Brasil-Índia superou os US$ 15 bilhões, enquanto o fluxo com a Coreia atingiu cerca de US$ 10,8 bilhões. Produtos como óleos brutos de petróleo, minério de ferro e produtos agrícolas figuram entre os principais itens exportados pelo Brasil para esses mercados.

A missão presidencial pretende não só ampliar essas cifras, mas também diversificar a pauta de comércio e atrair investimentos de maior valor agregado. A expectativa é que acordos concretos e declarações políticas firmem um ambiente mais favorável para parcerias industriais e tecnológicas, contribuindo para a geração de empregos e para a inserção do Brasil em cadeias globais mais sofisticadas.

Desafios e atenção às organizações multilaterais

Os diálogos com Índia e Coreia também tocam em temas de governança global, como a necessidade de reforma de instituições multilaterais e a ampliação do Conselho de Segurança da ONU — pautas que têm eco nas duas capitais. Ao mesmo tempo, a participação do Brasil em fóruns sobre inteligência artificial sinaliza compromisso com a regulação e o uso responsável de tecnologias emergentes, apesar de desafios operacionais observados em eventos internacionais.

Ao regressar, a delegação espera traduzir o conjunto de encontros e acordos em projetos práticos, alinhando interesses comerciais e estratégicos que deem sustentação a uma cooperação mais duradoura entre o Brasil, a Índia e a Coreia do Sul.

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