A Ripple anunciou a inclusão de funcionalidades nativas de ativos digitais dentro do seu sistema de gestão de tesouraria, oferecendo às equipes financeiras uma forma direta de visualizar e controlar posições em moeda fiduciária e cripto em um único lugar. Com base na aquisição da GTreasury em 2026, essa evolução adiciona duas capacidades centrais — Digital Asset Accounts e Unified Treasury — que trazem para o painel do CFO saldos de XRP e RLUSD tratados com o mesmo rigor que o caixa tradicional.
O produto foi desenvolvido para reduzir tarefas manuais e eliminar a necessidade de múltiplas plataformas e reconciliações separadas: agora as equipes de tesouraria podem acompanhar liquidez, registrar transações e auditar posições sem alternar entre sistemas. A solução chega após um período em que a Ripple Treasury processou US$ 13 trilhões em pagamentos para clientes corporativos, e em momento de aceleração do interesse corporativo por criptoativos — dados de pesquisa de 2026 sinalizam que 72% dos líderes financeiros veem a oferta de soluções digitais como requisito competitivo.
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O que trazem as novas funções
A primeira funcionalidade, a Digital Asset Accounts, permite criar e gerenciar uma conta nativa de ativos digitais diretamente na plataforma, sem necessidade de configurar custodiante externo ou abrir sistemas paralelos. Os saldos aparecem na mesma estrutura que o dinheiro, com valoração em tempo real em moeda de reporte e registro automático de cada evento financeiro. Entre os diferenciais técnicos estão a captura do valor nocional com precisão estendida, garantindo trilhas de auditoria compatíveis com controles corporativos existentes.
Em paralelo, o recurso Unified Treasury oferece uma visão consolidada e em tempo real de todas as posições de caixa e cripto, incluindo ativos mantidos em vários custodians. Por meio da camada de conectividade ClearConnect, já utilizada para integrações bancárias, os clientes podem ligar provedores de custódia e visualizar a posição de liquidez sem montar relatórios manuais. A proposta é que ativos digitais se comportem dentro do TMS exatamente como o caixa.
Como funciona na prática
Contas de ativos digitais
As Digital Asset Accounts exibem saldos em XRP, RLUSD e outros tokens suportados, valorizados automaticamente com taxas de câmbio ao vivo fornecidas por provedores de mercado. A plataforma grava cada operação com o valor nocional nativo, o equivalente em moeda fiduciária e o preço de mercado do momento, criando um histórico completo para auditoria. A precisão de até 15 casas decimais evita discrepâncias por arredondamento que costumam causar gaps de reconciliação entre registros onchain e contabilidade.
Tesouraria unificada e conectividade
O Unified Treasury usa conectores API para integrar múltiplos provedores e sincronizar transações automaticamente, sem imports manuais ou processamento em lotes. As cotações aplicadas aos saldos são atualizadas em tempo real na moeda de reporte escolhida, eliminando conversões manuais e múltiplas fontes de dados. O onboarding de provedores de ativos digitais foi projetado para ser rápido, com integração concluída em poucos minutos quando suportada pelo provedor.
Impacto para tesourarias e próximos passos
Para equipes financeiras, a novidade significa menos fricção operacional ao introduzir ativos digitais nas políticas de liquidez: não há necessidade de fluxos de trabalho separados, nem de gerenciar carteiras e custodians isoladamente. A Ripple posiciona essas capacidades como base para funcionalidades futuras, incluindo liquidação transfronteiriça, pagamentos intercompany e opções de rendimento 24/7 sobre caixa ocioso via operações de recompra e stablecoins.
É importante notar que a disponibilidade dos produtos varia por região e que os serviços podem ser oferecidos por entidades diferentes da Ripple conforme requisitos regulatórios locais. A implementação foi pensada para respeitar aprovações internas, trilhas de auditoria e controles de conformidade já existentes, permitindo que empresas integrem a novidade no seu ritmo e mantendo a governança exigida pelas tesourarias corporativas.
