O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou nesta quarta-feira, 24, os resultados de uma auditoria que expôs falhas estruturais no sistema digital de seguro-desemprego. A análise apontou que empregadores precisam inserir os mesmos dados em dois sistemas distintos, gerando ineficiências e complicações para os trabalhadores.
A auditoria também revelou que os cidadãos não recebem informações precisas sobre cálculos e prazos, além de haver deficiências nas notificações e atualizações dos pedidos. O governo foi notificado e tem um prazo de 180 dias para realizar os ajustes necessários.
Problemas no atendimento e processamento de recursos
A análise técnica identificou que os canais de atendimento são pouco responsivos e apresentam baixa resolutividade. Além disso, há demora e baixa previsibilidade no processamento dos recursos. O ministro Bruno Dantas destacou que “a baixa responsividade e a baixa resolutividade dos canais de atendimento, a demora e a baixa previsibilidade da análise recursal e a ausência de monitoramento contínuo revelam um cenário em que problemas não absorvidos pelo sistema migram para o suporte e permanecem sem tratamento estruturado”.
Outras fragilidades identificadas incluem a escuta ativa dos usuários e a avaliação de acessibilidade digital. Esses problemas contribuem para a insatisfação dos usuários e a ineficiência do sistema.
Integração ao e-Social como solução
Para resolver essas questões, o TCU determinou que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realize, no prazo de 180 dias, a integração do serviço de seguro-desemprego ao e-Social. Essa medida visa centralizar as obrigações trabalhistas relacionadas ao benefício, evitando a entrada duplicada de dados em sistemas paralelos.
A integração ao e-Social permitirá que o sistema capte atualizações sobre o benefício de forma mais eficiente, simplificando o processo para empregadores e trabalhadores. Essa mudança é esperada para melhorar significativamente a experiência dos usuários e a eficiência do sistema.


