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Reviravolta em Wall Street: Druckenmiller compra EWZ e faz investidores reavaliarem Brasil ao reduzir exposição a fintechs

O paladar não mente: que sabor têm as apostas de Wall Street sobre o Brasil? Nos últimos trimestres, declarações à SEC e reportagens financeiras mostram que gestores globais estão redesenhando posições no país — uns entrando com cautela, outros voltando a apostar de forma mais convinha.

Druckenmiller: exposição ao Brasil via ETF, menos risco idiossincrático
– A Duquesne Family Office, ligada a stanley druckenmiller, comprou cerca de 3,6 milhões de cotas do iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) no trimestre encerrado em 31 de dezembro de 2026.

A posição valia entre US$ 112,8 milhões e US$ 113 milhões.
– Além das cotas, a gestora adquiriu opções de compra sobre o mesmo ETF, totalizando aproximadamente US$ 134,3 milhões em calls.
– No mesmo período, a Duquesne vendeu sua exposição ao Nubank, segundo os arquivos enviados à SEC.

Interpretação: preferir um ETF e calls em vez de manter uma ação isolada sugere que Druckenmiller buscou exposição ao Brasil com diversificação automática e risco idiossincrático reduzido, combinando potencial de alta com proteção de perda limitada pelas opções.

Renaissance e posições maiores em nomes brasileiros
– A Renaissance Technologies, de Jim Simons, aumentou sua posição no iShares MSCI Brazil ETF para mais de US$ 22,4 milhões no fim de dezembro de 2026, contra US$ 3,4 milhões no trimestre anterior.
– A gestora também ampliou participações em ações como o Nubank e elevou a exposição em projetos ligados ao Brasil, notadamente a Brazil Potash, cuja posição chegou a cerca de US$ 282 milhões.

Movimentos variados entre outros gestores
Algumas casas reduziram exposição a bancos e petroleiras em determinadas carteiras; outras voltaram a estudar setores específicos. No geral, as decisões combinam avaliações sobre fatores domésticos — política fiscal, inflação, taxa de juros — e o movimento mais amplo de capitais no mundo.

Quem evita e por quê
Nem todo jogador de Wall Street está entusiasmado. Investidores reputados, frequentemente citados na imprensa financeira, mantêm postura defensiva, privilegiando mercados e setores considerados mais estáveis no curto e médio prazo — especialmente o mercado americano e big tech — apontando para uma preferência por resiliência frente a riscos locais.

Cenário macro: otimismo cauteloso
Analistas em Nova York descrevem o tom como “otimismo cauteloso”. Entre os motivos:
– Expectativa de enfraquecimento do dólar;
– Possível redução das taxas de juros no Brasil;
– Fluxos globais que, em fases de ajuste, tendem a favorecer ativos de mercados emergentes.

Implicações práticas para investidores
– Para quem busca exposição ao Brasil sem concentrar risco, ETFs setoriais ou nacionais e estratégias com opções podem ser alternativas interessantes. – Investidores que preferem menor volatilidade podem optar por reduzir posições diretas em empresas mais sensíveis a choques locais (por exemplo, bancos ou empresas ligadas a commodities) e privilegiar nomes com balanços mais sólidos. – Quem busca retorno mais agressivo deve avaliar a governança e o risco idiossincrático das empresas escolhidas, além do contexto político-econômico doméstico.

Resumo rápido
Wall Street está recalibrando suas apostas no Brasil: alguns gestores aumentam exposição via ETFs e projetos locais, outros seguram posição ou preferem o mercado americano. O movimento reflete uma mistura de interesse por oportunidades em emergentes e cautela frente a riscos específicos do país.

Se quiser, faço uma versão mais curta para rede social, uma linha do tempo dos movimentos das gestoras ou um briefing técnico com números e fontes das declarações à SEC. Qual formato prefere?

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Investidor Stanley Druckenmiller compra ETF do Brasil e liquida ação do Nubank