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Recuo do bitcoin em fevereiro e impactos no mercado cripto

O mercado de ativos digitais registrou um mês desfavorável para o Bitcoin, com redução expressiva de preço e retirada de liquidez após um choque de risco geopolítico no fim do período. A queda nominal por moeda e a contração da capitalização de mercado refletiram uma combinação entre comportamento técnico já em desenvolvimento e um gatilho externo que intensificou a aversão de investidores.

Além das flutuações de preço, notas sobre derivativos, volumes e indicadores de sentimento ajudam a identificar como a estrutura do mercado respondeu: desde a compressão das posições em aberto até a mudança sistemática nas taxas de financiamento.

Durante o mês, o preço do Bitcoin desceu de US$ 78.626 para aproximadamente US$ 64.077, o que representa uma queda de cerca de 18,5% em dólares por unidade. Paralelamente, a capitalização total do ecossistema caiu de US$ 2,66 trilhões para US$ 2,21 trilhões, eliminando perto de US$ 450 bilhões do valor agregado do setor. Esses números mostram que o recuo não foi apenas pontual, mas afetou amplamente o mercado de criptoativos.

Fatores que impulsionaram a correção

Dois vetores principais explicam o agravamento da correção: um contexto técnico pré-existente e um evento geopolítico que serviu como catalisador. O mercado já mostrava sinais de perda de tração da demanda compradora quando notícias sobre relatos de ataques envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã chegaram ao final do mês. Essa escalada de incerteza acelerou uma limpeza de risco em plataformas concentradas.

Sinais técnicos e sentimento do investidor

Indicadores clássicos apontaram para uma tendência de baixa. O Índice de Força Relativa (RSI) manteve-se abaixo de 50 durante quase todo o período e fechou próximo de 38,49 na leitura de 14 dias, sinalizando persistência vendedora. Ao mesmo tempo, o Índice de Medo e Ganância permaneceu na zona de medo extremo, com uma mínima de 5 pontos no começo do mês e fechando perto de 14, traduzindo percepção defensiva entre traders e investidores.

Volume de negociação e atividade

O movimento de preços veio acompanhado de queda acentuada no volume diário de negociações: de US$ 180,98 bilhões no início do mês para US$ 97,24 bilhões ao final, uma retração de cerca de 46%. Essa diminuição indica que, apesar da volatilidade, a participação ativa do mercado diminuiu — um sinal típico de esgotamento de compradores após picos de atividade.

Derivativos, liquidações e taxas de financiamento

O segmento de contratos futuros e alavancagem demonstrou estresse significativo. As posições em aberto (open interest) recuaram cerca de 40% no agregado do mercado em 30 dias, mostrando saída de alavancagem. As taxas de financiamento ficaram negativas na média, o que costuma indicar que os vendedores a descoberto dominaram temporariamente e que houve liquidação de posições longas.

Impacto direto nas liquidações

Especificamente para o Bitcoin, as liquidações somaram cerca de US$ 6,89 bilhões ao longo do mês, confirmando que grandes participações foram forçadas a sair. Em janelas de pico de tensão militar, houve relatos de dezenas de milhões em liquidações de posições compradas em questão de minutos, sublinhando a sensibilidade do mercado a notícias de choque.

O que isso significa para investidores

O cenário descrito sugere maior cautela no curto prazo: avaliação de risco reforçada, gestão ativa de alavancagem e atenção aos sinais técnicos são cruciais. Com volumes reduzidos e sentimento negativo, movimentos bruscos podem ocorrer com relativa facilidade quando surgem novos gatilhos externos ou mudanças na liquidez.

Liçõe​​s práticas

Para participantes do mercado, alguns pontos se destacam: revisar exposição alavancada, diversificar estratégias de proteção e monitorar taxas de financiamento e open interest como termômetros de pressão do mercado. Em momentos de tensão geopolítica, a volatilidade pode ser rápida e ampliada por alavancagem concentrada.

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