O principal índice acionário brasileiro, o Ibovespa, alcançou novo patamar histórico no dia 24/02/. A sessão destacou-se pelo fechamento em alta, com influência de blue chips, fluxos de capital e dados fiscais que reforçaram a confiança dos investidores. Ao longo do pregão houve oscilação, mas o índice consolidou ganhos e fechou em 191.490,40 pontos, marcando um topo de fechamento.
Além do fechamento recorde, dados intradiários chegaram a registrar 191.601 pontos em determinado momento do dia, refletindo momento de forte demanda por ações.
No mesmo período, o dólar apresentou recuo e foi cotado a R$ 5,14, cenário que contribuiu para acomodar os ativos locais e atrair investidores externos.
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Contexto internacional e efeito sobre a B3
O avanço do Ibovespa encontrou sustentação em um ambiente externo mais ameno para risco. Nos mercados norte-americanos, os índices operaram em alta: o Dow Jones subiu 0,82%, o S&P 500 avançou 0,61% e a Nasdaq teve ganho de 0,91%. Esse movimento global ajudou a reduzir aversão ao risco e gerou fluxo positivo para mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Política comercial dos EUA e volatilidade
Apesar da alta, as negociações também refletiram incertezas relacionadas a medidas comerciais vindas dos Estados Unidos. Novas tarifas e mudanças na política tarifária geraram ruídos, mas, no curto prazo, investidores avaliaram que a repercussão poderia ser mais moderada do que o inicialmente temido. Esse cenário criou volatilidade pontual, porém não impediu a manutenção do viés de alta no Brasil.
Fatores domésticos que impulsionaram o mercado
No plano interno, a divulgação da arrecadação federal em janeiro chamou atenção. O governo arrecadou R$ 325,751 bilhões no mês, um aumento real de 3,56% na comparação anual. Esse dado contribuiu para melhorar a leitura sobre a trajetória fiscal e influenciou expectativas de juros e de ingresso de capital estrangeiro. Analistas apontaram que números fiscais mais positivos tendem a favorecer o fluxo estrangeiro e diminuir pressões sobre as taxas de juros implícitas no mercado.
Contribuição das blue chips e destaque setorial
As blue chips tiveram papel central na alta do dia, puxando o índice para patamares inéditos. Empresas de grande capitalização responderam por boa parte do movimento de valorização, refletindo maior apetite por papéis com liquidez e perfil defensivo. Paralelamente, o IFIX, índice de fundos imobiliários, subiu 0,15% e ficou em 3.870,65 pontos, mostrando recuperação moderada do segmento.
Desempenho de ativos e setores
Entre as maiores altas do pregão, destacaram-se papéis com forte demanda: VAMO3 liderou com alta de 7,95%, seguida por YDUQ3 (+5,10%), ASAI3 (+4,42%), CPLE3 (+4,10%) e IRBR3 (+3,82%). Esses movimentos sinalizam que tanto nomes de menor capitalização quanto empresas ligadas a educação, varejo e energia receberam atenção dos investidores.
Por outro lado, houve quedas expressivas em algumas ações: BEEF3 recuou 5,67%, GOAU4 caiu 3,18%, GGBR4 perdeu 2,87%, CEAB3 teve baixa de 1,71% e CSMG3 fechou com -1,29%. Essas variações mostram que, apesar do tom geral positivo, o mercado segue seletivo e sensível a fundamentos e notícias específicas de empresas.
Criptoativos e perspectivas para os próximos dias
No universo das criptomoedas, houve movimento de correção: o Bitcoin (BTC) caiu 2,13% e o Ethereum (ETH) recuou 1,86%. Esse ajuste nas criptos ocorreu em paralelo ao apetite por renda variável tradicional, refletindo realocação de posições por parte de investidores.
O cenário nos próximos dias permanece condicionado a três vetores principais: evolução dos dados fiscais no Brasil, ruídos da política comercial internacional e o fluxo de capital externamente. Caso as métricas domésticas sigam dando sinais de ajuste fiscal e o ambiente externo permaneça mais favorável, o mercado poderá consolidar o patamar acima de 191 mil pontos; caso contrário, podem ocorrer correções.
Investidores e gestores continuam atentos às próximas divulgações econômicas e às decisões de política internacional que podem alterar rapidamente o sentimento de mercado.
