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Primeiro lote do IR 2026 pode ser o maior da história das restituições

A Receita Federal projeta liberar cerca de R$ 16 bilhões no primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2026, com pagamento programado para 29 de maio. Esse lote deve contemplar aproximadamente 9 milhões de contribuintes e pode se tornar o maior já feito em uma única rodada. A previsão faz parte de um plano que concentra os valores mais altos nos dois primeiros meses para acelerar o retorno do dinheiro aos contribuintes.

O cronograma oficial prevê quatro lotes principais, reduzindo a tradicional sequência de cinco pagamentos. A estratégia busca atender rapidamente a maior parte dos beneficiários e reduzir o tempo de espera. A estimativa altera o ritmo de pagamento observado em 2026 e prioriza grupos com prioridade legal, além de incentivar o uso de ferramentas como a declaração pré-preenchida e o Pix para recebimento.

Calendário e valores previstos

Segundo as projeções, os pagamentos seguirão as datas e volumes abaixo: 1º lote: 29 de maio (cerca de R$ 16 bilhões para ~9 milhões de pessoas); 2º lote: 30 de junho (aproximadamente R$ 15,2 bilhões para ~9 milhões); 3º lote: 31 de julho (em torno de R$ 5,6 bilhões para ~4 milhões); e 4º lote: 31 de agosto (próximo de R$ 1,7 bilhão para ~1 milhão).

Além desses quatro pagamentos, há uma previsão de lançamento automático de um lote extra em 15 de julho para contribuintes que tinham direito à restituição em 2026, mas não entregaram a declaração naquele ano. Esse lote extraordinário deve contemplar cerca de 4 milhões de pessoas, com valores de até R$ 1.000 por contribuinte, conforme estimativas do fisco.

Prioridade na fila: quem recebe antes

A ordem de pagamento respeita critérios já conhecidos: recebem prioridade idosos, pessoas com deficiência ou com doença grave e profissionais do magistério cuja renda principal é o ensino. Também têm preferência os contribuintes que optaram pela declaração pré-preenchida e pelo recebimento por Pix. Em situações de empate, o critério de desempate é a data e o horário do envio da declaração — quem entregou primeiro, recebe antes.

Critérios operacionais e situações de impedimento

Para entrar no primeiro lote, o contribuinte deve entregar a declaração até certas datas internas definidas pela Receita — por exemplo, quem declarar até 10 de maio tende a ter chance de figurar no primeiro pagamento, desde que não haja pendências. Se a declaração gerar inconsistências e for direcionada à malha fina, será necessário apresentar uma declaração retificadora, o que normalmente empurra o contribuinte para o fim da fila de restituição.

Mudanças na dinâmica dos pagamentos e orientações finais

Em 2026, cerca de 28% das restituições foram quitadas até maio; para 2026 a expectativa é que 40% sejam liberadas já no primeiro lote e que 80% estejam pagas até junho, graças à concentração nos dois megalotes. A Receita alerta que os números são projeções: o valor final depende do total de declarações entregues, da quantidade de contribuintes com direito e dos valores individuais a restituir.

Como acompanhar e prazos

A janela de entrega da declaração começou em 23 de março e vai até 29 de maio, 23h59. O envio pode ser feito pelo programa IRPF 2026, pelo e-CAC do governo ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda. A consulta sobre quem será contemplado costuma ser aberta cerca de uma semana antes de cada pagamento; a Receita e o app também enviam notificações a quem declarou pelo celular.

Se o depósito falhar por dados bancários incorretos ou chave Pix inválida, o contribuinte deve reagendar o crédito junto ao banco responsável ou solicitar a restituição não resgatada pelo e-CAC. Essas orientações e demais detalhes constam nas comunicações oficiais da Receita e devem ser acompanhadas para evitar atrasos no recebimento.

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