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7 setembro 2026

Petróleo sobe com ataques na Arábia Saudita e tensões no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo estão em alta devido a ataques na Arábia Saudita e tensões no Estreito de Ormuz, com analistas prevendo possíveis aumentos acima de US$ 100 por barril.

Petróleo sobe com ataques na Arábia Saudita e tensões no Estreito de Ormuz

Os mercados de petróleo estão sob intensa pressão nesta segunda-feira, 7, impulsionados por uma série de eventos geopolíticos que estão redefinindo a dinâmica do mercado global. A Saudi Aramco gigante petrolífera da Arábia Saudita, foi alvo de ataques em Jizan, no sul do país, enquanto as tensões entre Estados Unidos e Irã continuam a escalar.

Esses desenvolvimentos estão ocorrendo em um contexto de liquidez reduzida nos mercados norte-americanos, devido a feriados nos EUA, o que limita a amplitude das oscilações de preço.

Preços do petróleo em alta com suporte de conflitos geopolíticos

O petróleo Brent para março fechou em alta de 0,75%, a US$ 97,00 por barril, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres. Já o petróleo WTI para março avançava 1,3%, a US$ 92,68 por barril, durante o pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Pela manhã, o Brent para novembro atingiu seu maior nível desde 3 de junho, cotado a US$ 98,06 por barril. Além dos ataques na Arábia Saudita, a commodity recebeu apoio de ofensivas entre EUA e Irã no fim de semana. Teerã alega ter atingido um navio militar americano, informação negada pelas Forças Armadas dos EUA.

Perspectivas de mercado e alertas de analistas

Os preços do petróleo bruto estão se aproximando de US$ 100 por barril, com analistas da Kotak Securities alertando que uma interrupção mais profunda no fornecimento físico pode elevá-los ainda mais. “Uma interrupção sustentada nos fluxos reais de petróleo poderia rapidamente elevar os preços acima de US$ 100 por barril”, afirmaram os analistas.

A redução dos estoques e os preços mais fortes dos produtos refinados oferecem suporte adicional aos preços atuais. A situação é agravada pela crescente atenção sobre o Estreito de Ormuz uma rota crítica para o transporte de petróleo.

Tensões no Estreito de Ormuz e impactos no tráfego marítimo

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) alertou para o risco de ataques perto de Khasab em Omã, e reforçou a orientação para que navios utilizem um corredor “designado” por Teerã. Relatos indicam que o Irã pretende criar uma zona restrita na região e sancionar embarcações que ingressarem na área.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei alertou a Coreia do Sul e “qualquer país” contra realizarem operações militares no Estreito de Ormuz em apoio aos EUA.

Dados de monitoramento marítimo sugerem um impacto significativo no fluxo da rota marítima: houve uma queda de 28% no trânsito em Ormuz na última semana, com o número de navios caindo de 45 para 33. Enquanto isso, o Canal do Panamá pode restringir o trânsito na rota marítima para 27 navios por dia, devido a preocupações com os níveis de água na região.

Esses desenvolvimentos sublinham a interconexão entre conflitos geopolíticos e a dinâmica do mercado de petróleo, com implicações significativas para os preços globais e a estabilidade econômica.

Autor

Bruno Costa