Em um vídeo publicado em 18/02/2026, o economista e comentarista financeiro Peter Schiff revisitou suas críticas à criptomoeda bitcoin e destacou o comportamento das commodities tradicionais, como ouro e prata. Na gravação, Schiff argumenta que a estratégia popular entre alguns investidores — de comprar mais durante quedas — não cumpriu as expectativas ao longo do ciclo recente do mercado.
O conteúdo do vídeo mistura análise de mercado, opinião e alertas ao público sobre riscos. Schiff, conhecido por seu posicionamento pró-ouro e ceticismo em relação a moedas digitais, reforça que a narrativa midiática que promove o bitcoin como reserva de valor merece escrutínio. A seguir, o texto apresenta os principais pontos levantados, comparações com metais preciosos e possíveis implicações para investidores.
Crítica à estratégia de acumular bitcoin na queda
Segundo Schiff, a tática de comprar mais bitcoin quando o preço cai mostrou-se ineficaz para muitos que adotaram essa abordagem esperando recuperação rápida. Ele ressalta que repetir aportes durante retrações só faz sentido se houver convicção clara no ativo e planejamento para volatilidade extrema. A partir da visão dele, investidores que usam essa estratégia têm experimentado perdas ou períodos prolongados de estagnação, em vez de resultados consistentes.
Riscos da média de custo em dólares
Schiff critica a popular técnica do dollar-cost averaging como aplicada de forma automática a bitcoin por muitos entusiastas. Embora a prática seja considerada prudente em mercados estáveis, ele alerta que a alta volatilidade do mercado cripto pode levar a resultados adversos se não houver disciplina, horizonte de investimento adequado e compreensão das diferenças entre ativos digitais e reservas tradicionais de valor.
Valorização do ouro e da prata na visão de Schiff
Em contraste com o tom crítico sobre bitcoin, Schiff elogia o desempenho de ouro e prata, argumentando que esses metais continuam cumprindo a função de proteção contra inflação e incerteza econômica. Ele afirma que, ao contrário de criptomoedas, os metais preciosos têm uma história de uso como reserva de valor e aceitaram pressões macroeconômicas recentes com maior resiliência.
Comparação de fundamentos
Para fundamentar sua preferência, Schiff destaca elementos como a oferta limitada, a demanda industrial e a liquidez histórica do ouro e da prata. Ele sugere que, enquanto o bitcoin depende fortemente de sentimento de mercado e narrativa especulativa, os metais preciosos possuem fatores de suporte diferentes, o que tornaria menos arriscado para investidores que buscam proteção patrimonial.
Impacto na comunidade cripto e repercussão
As afirmações de Schiff geram debate entre defensores de criptomoedas e investidores tradicionais. Alguns analistas argumentam que comparar bitcoin diretamente com ouro ou prata simplifica demais a natureza de cada ativo. Outros apontam que críticas públicas de figuras conhecidas influenciam comportamento de curto prazo, embora não definam tendências de longo prazo.
Além disso, Schiff observa que a mídia costuma amplificar tanto narrativas positivas quanto negativas sobre o mercado cripto, o que pode levar a decisões impulsivas. Ele enfatiza a importância de educação financeira e gestão de risco para quem participa do universo das criptomoedas.
O que os investidores devem considerar
Do ponto de vista prático, o vídeo de Schiff sugere alguns cuidados: planejar o horizonte de investimento, ajustar exposição conforme tolerância ao risco e não automatizar aportes sem entender o contexto. Ele recomenda que investidores que buscam proteção contra inflação considerem alocar parte do patrimônio em ativos tradicionais como ouro e prata, ao passo que quem decide manter ou aumentar posições em bitcoin o faça com objetivos claros e preparo para volatilidade.
Por fim, o conteúdo de Schiff serve como lembrete de que diferentes ativos oferecem funções distintas dentro de uma carteira. A escolha entre metais preciosos e criptomoedas depende do perfil do investidor, do prazo e da compreensão das características específicas de cada alternativa.
Fonte: vídeo publicado por Peter Schiff em 18/02/2026
